Com rebanho 2,5 vezes maior que os americanos, Brasil produz metade do volume de carne produzido nos EUA. É hora de mudar isso!

Publicado em 18/09/2020 12:31 e atualizado em 18/09/2020 16:00 1744 exibições
Ricardo Viacava - Diretor da CV Nelore Mocho
Momento de recuperação econômica do setor pecuário tende a incentivar investimento em genética e reduzir ciclo reprodutivo

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Entrevista com Ricardo Viacava - Diretor da CV Nelore Mocho sobre o Mercado do Boi Gordo

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Com as recentes valorizações da arroba nos últimos meses, os pecuaristas estão aproveitando para investir em tecnologia para aumentar a produtividade. O Brasil conta com um rebanho duas vezes maior que dos Estados Unidos, mas produz metade do volume de carne que é produzido pelos os americanos.

O Diretor da CV Nelore Mocho, Ricardo Viacava, destaca que a expectativa é negociar mil animais no evento de leilão que a propriedade vai realizar nós próximos dez dias.  “Hoje, nós abrimos temporada de leilão que conta com 600 reprodutores e 400 matrizes, na qual temos animais com preço fixo e vamos receber muitas visitas na nossa propriedade”, comenta.

Ao invés de realizar quatro eventos ao longo do ano, a CV Nelore Mocho resolveu fazer um único leilão. “Nós estamos passando por um momento único e divisor de água que é a valorização da cria, tendo em vista que em anos anteriores os criadores negociaram com margens apertadas, e atualmente, estamos passando por um inverso desse cenário”, afirma.

Viacava destaca que é preciso investir em três pilares, que são: genética, alimentação e sanidade. “Precisamos investir nas pastagens e agregar a genética na produção de uma carne com qualidade, pois na primeira geração já dá para ver os ganhos. Além disso, os valores do leilão registraram um ganho de 50% frente ao observado no ano passado”, ressalta.

Os novos patamares de preços para o boi gordo a R$ 250,00/@, mas já tem negócios pontuais de R$ 252,00/@. A procura por novilhas também aumentou e tem oferta de preços a R$ 240,00/@. “Está difícil de fazer retenção de fêmeas, pois a procura está elevada e o ágio entre os macho e as fêmeas estão cada vez menores”, aponta.

Por isso a necessidade de encurtar o ciclo da pecuária para produzir mais em menos tempo. “Nós queremos que a vaca brasileira venha a parir mais cedo e para entrar em produção mais cedo também, já que não podemos esperar mais de 40 meses. Precisa ser ao redor de 30 meses, mas o objetivo deve ser fazer a fêmea ficar pronta a partir dos dois anos de idade”, relata.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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