Stonex acredita em boi orbitando entre R$260 e R$280 por @ até março, quando oferta de animais tende a melhorar

Publicado em 13/01/2021 12:55 e atualizado em 13/01/2021 15:45 2779 exibições
Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX
Com oferta apertada de animais, preços da arroba do boi vão depender do comportamento da demanda interna sem o auxílio emergencial e estímulo das exportações com a variação cambial

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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX sobre o Mercado do Boi Gordo

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A expectativa é que as referências para o boi gordo fiquem ao redor de R$ 260,00/@ a R$ 280,00/@ até o mês de março, quando o volume de animais disponíveis para o abate deve começar a ganhar força. O mercado está atento ao comportamento da demanda interna e externa que pode determinar os patamares de preços nos próximos meses.

De acordo com o Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Caio Toledo Godoy, três fatores garantem a sustentação dos preços da arroba no mercado físico. “A primeira delas é oferta de animais restrita, já que não bons volumes de gado confinado e nem a pasto. O câmbio elevado e a demanda aquecida do final do ano garantiram a sustentação dos preços da arroba”, afirma.

O analista ainda reforça que negociações no patamar de R$ 300,00/@ pode acontecer no curto prazo, mas que não tem sustentação para se manter nesse patamar. “Negócios em R$ 300,00/@ só terá aceitação do frigorífico se a demanda doméstica conseguir reagir a preços e o câmbio não se desvalorizar”, aponta. 

Já do lado da demanda, o cenário ainda é incerto com a retirada do auxílio emergencial. “O auxílio do governo acabou contribuindo para o aumento da inflação, principalmente dos alimentos, agora temos uma carne muito valorizada no mercado e sem a ajuda do governo o escoamento pode ser prejudicado”, informou.

O consultor ressalta que as exportações devem seguir aquecidas ao longo deste ano, com a China com o principal comprador. “Eu acredito que vamos embarcar volumes bem parecidos com que observamos no ano passado e o câmbio será fundamental para determinar as negociações”, afirma.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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