Câmbio e demanda externa firme fazem diferença entre boi china e boi comum aumentar em até R$ 15 / @

Publicado em 03/03/2021 12:20 e atualizado em 04/03/2021 10:31 3140 exibições
Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX
Depois de dois meses seguidos de demanda fraca, mercado está de olho no ritmo de compra dos chineses em março

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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX sobre o Mercado do Boi Gordo

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Com o câmbio elevado e demanda externa enxuta, os preços pagos no boi  comum e no animal com padrão exportação estão bem distintos e com uma diferença de R$ 15,00/@. As indústrias frigoríficas que negociam com o mercado externo conseguem rentabilidades melhores em função do preço em dólar. 

Segundo o Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Caio Toledo Godoy, as indústrias conseguem vender uma carne mais cara no mercado internacional do que no Brasil e isso acaba influenciando nos preços dos animais terminados. “Hoje, observamos negócios para os animais comuns em São Paulo de R$ 295,00/@ e o boi China está em torno de R$ 307,00/@ a R$ 310,00/@”, aponta.

A partir deste mês vai ser possível entender o comportamento da demanda chinesa e se a recomposição dos plantéis de suínos  comprometem os embarques de carnes. “Quem salva os frigoríficos brasileiros que exportam são as compras asiáticas e se o rebanho de suínos na China começar a aumentar podemos ter um reflexos nos preços da arroba do boi gordo no nosso mercado interno”, informa. 

Com relação ao mercado interno, as estimativas não são boas e não devem melhorar no curto prazo. “Nós estamos passando por um período em que a economia brasileira está muito fragilizada e o ritmo de vacinação brasileira está muito lento. Outro ponto que limita o escoamento da carne bovina no mercado interno são os preços inferiores das demais proteínas ”, aponta.

As referências para o boi casado estão ao redor de R $17,50/kg e no último final de semana as vendas não foram satisfatórias. “Com isso, as indústrias estão operando com as margens de lucro no vermelho e temos o pior patamar da série histórica desde janeiro de 2016. Alguns frigoríficos já começam a planejar férias coletivas para evitar perdas maiores”, comenta.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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