Boi: ociosidade nos frigoríficos passa de 60%, com arroba cara e falta de animais, diz Stonex

Publicado em 22/04/2021 13:06 e atualizado em 22/04/2021 16:51 1910 exibições
Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX
Consumo de carne segue lento no mercado interno, frigoríficos de exportação registram perdas de renda e oferta de animais tem ligeiro aumento

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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX sobre Mercado do Boi Gordo

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Caio Toledo Godoy, destacou que as indústrias estão tentando testar preços mais baixos em decorrência do consumo lento no mercado doméstico. “As indústrias frigoríficas estão sendo afetadas com o baixo escoamento da produção e já reduziram a capacidade de abate nas principais praças pecuárias”, informou. 

A capacidade de ociosidade dos frigoríficos está em 60% nas principais regiões, isso se deve a falta de matéria-prima e pelo escoamento lento da produção no mercado doméstico. “Quando a capacidade está ociosa e entra qualquer volume de animais terminados já é suficiente para redução nas cotações dos animais”, ressaltou.

Outro fator que está contribuindo para esse cenário baixista no mercado do boi é a queda no faturamento das exportações, já que o câmbio está abaixo dos R$ 5,50. A entrada de animais da safra no mercado também influenciou as tentativas de queda nos preços, principalmente Mato Grosso do Sul e São Paulo. 

“Nós temos que ficar atentos a dois fatores, primeiro deles é o câmbio que pode deixar a arroba brasileira menos competitiva. O segundo ponto é a questão climática que deve intensificar a entrada de animais de safra no mercado”, comentou em entrevista ao Notícias Agrícolas.

O consultor explica que os preços da arroba podem ceder no curto prazo e retomar o patamar dos R$ 300,00/@ e a estimativa para o segundo semestre é que tenha uma sustentação dos preços da arroba. “O mercado observava a manutenção dos preços no curto prazo, mas com a queda do dólar e com a entrada de animais”, concluiu.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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