Boi: queda de braços entre frigoríficos e pecuaristas reduz volume de negócios na semana, principalmente em SP e GO

Publicado em 23/04/2021 12:40 e atualizado em 25/04/2021 17:46 2344 exibições
Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto
Agrifatto estima menor volume de abate dos últimos 9 anos no primeiro trimestre de 2021, apenas 1,7 mi/cabeças

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Entrevista com Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo

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O volume de animais negociados nesta semana reduziu com as indústrias frigoríficas ofertando preços menores e pecuaristas pedindo por valores maiores, principalmente nos estados de São Paulo e Goiás. Nas semanas anteriores, as referências da arroba estavam próximas de R$ 325,00/@, agora o valor está ao redor de R$ 310,00/@ a R$ 320,00/@ no estado de São Paulo.

Os frigoríficos conseguiram alongar as escalas de abate que estavam em 5 dias úteis e agora atende 8 dias úteis, conforme destacou o analista de Mercado da Agrifatto, Yago Travagini Ferreira.  A estimativa da agrifatto aponta que o volume de animais abatidos 1,7 milhão de cabeças no primeiro trimestre de 2021, sendo o pior número nos últimos nove anos. 

“Nós devemos ter uma melhora da oferta de animais terminados no mercado, porém não será suficiente para pressionar elevada nos preços. Neste período costuma ter um volume de animais entrando no mercado, mas neste ano está diferente e com uma redução maior que o observado no ano passado”, afirmou. 

Como não tem boas previsões de chuvas nas próximas semanas, a pressão sobre o pecuarista é alta para evitar a perda de capacidade nutricional dos pastos. “A tendência é que a situação fique mais apertada para os pecuaristas, mas não estamos observando pastos muito secos”, comentou.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Eduardo Ferraz Pacheco de Castro Cuiabá - MT

    "Boi: queda de braços entre frigoríficos e pecuaristas"... A narrativa de baixa está em sintonia com a indústria mas não encontra respaldo no mercado real, pois não haverá geração instantânea de oferta.... A oferta continuará restrita para 2021 e 2022 ... a atenção deve estar focada no Dólar Americano, isso sim, pois é quem baliza todas as nossas exportações.

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