Em Rio Bananal (ES), produção de café conillon já tem quebra de 70% devido ao tempo seco e altas temperaturas

Publicado em 13/11/2015 09:38
Com altas temperaturas e tempo seco há mais de 6 meses, produção de café conillon já registra quebra de 70% em Rio Bananal (ES). Agricultores esperavam colher safra recorde nesta temporada. Rios secaram e em muitas regiões não há mais água para realizar a irrigação dos cafezais. Cotações reagiram e saca é cotada entre R$ 360 e R$ 380, mas não cobrem os prejuízos.

A seca que atinge o Espírito Santo a mais de seis meses está afetando a produção de café conillon. Na região de Rio Bananal (ES), os produtores já registram quebra de 70% nesta safra.

O produtor rural Sérgio Nunes, explica que a estiagem aliada às altas temperaturas está danificando não só o fruto, mas também nos pés de café. Segundo ele, "90% das lavouras são irrigadas, mas neste ano a falta de abastecimento prejudica também a irrigação”, acrescenta.

O Estado que enfrente uma crise hídrica deste o começo deste ano, decretou medidas que restringem a captação de água para a agricultura. Em nove municípios - em que a situação é extremamente crítica - foi estabelecido a suspensão da captação de água durante 15 dias. Nos outros municípios do estado, a captação para esses fins está proibida durante o dia.

"Quando a lavoura fica muito fraca, compensa plantar de novo, porque os pés demorar muito para recuperar". Em algumas regiões "é preciso de três a quatro pés para conseguir uma saca", explica Nunes. Além disso, nas áreas irrigadas, o produtor precisou alongar o período entre uma irrigação e outra para conseguir reservar parte da água disponível.

De acordo com Nunes, os produtores planejavam uma safra recorde de café conillon nesta safra, mas a seca severa afetou a produção, que deve ser pior que no ano passado.

Ainda assim, nos próximos dias existe possibilidade de chuva em todo o cinturão produtivo do sudeste e os agricultores torcem para que este cenário se torne realidade para que se consiga amenizar a dramática moldura existente hoje em regiões produtoras de café conillon.

Com esse cenário de quebra em boa parte das regiões, os preços do conillon reagiram passando a ser cotado a R$ 360,00 a R$ 380,00 a saca. Ainda assim, Nunes ressalta que muitos produtores não terão renda nesta temporada devido à baixa produção.

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Por:
Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • João Carlos remedio São José dos Campos - SP

    Será que as autoridades brasileiras envolvidas com a cafeicultura e a OIC (cujo Presidente é o sr Robério Silva, um brasileiro), não têm olhos para o que está acontecendo no Espírito Santo? Realmente, estou chegando à conclusão, talvez tarde, que é tudo uma PALHAÇADA... A previsão de um pequeno aumento na produção da Colômbia consegue jogar o Mercado para baixo e, o segundo Estado maior produtor de café do Brasil e primeiro de Connilon, está sendo INCINERADO, e nem é notado por nossos representantes???!!!. Não consigo ver BOA FÉ nisso...!

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    • Thyers Adami Junior Santa Rita do Sapucai - MG

      Meu caro João Carlos ,nem voce e nem nenhum de nós produtores vão ver boa fé neste caso . Estamos por nossa conta e risco e somente Deus para olhar por nós. Nossa região do arábica tambem esta sofrendo......

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    • alexandre maroti nova resende - MG

      Nossa região esta tudo atrasado os cafezais estão com seus tratos culturais atrasados por falta de chuva ,alem do mais as chuvas por aqui são esparsa , e as lavouras estão com seus desenvolvimentos mais curtos ,ñ sei porque os preços ñ reagem

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