Café oscila forte em NY, mas produtor brasileiro mantém tranquilidade e comercializa produção de maneira eficiente

Em um dia no qual a Bolsa de Nova York (ICE Futures Group) trabalhou com diversas oscilações para o preço do café arábica, o mercado interno continua trazendo uma situação tranquila para o produtor. Isso seria reflexo de uma atitude de vender e fixar bem o seu café.
Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, avalia que o mercado teve uma boa recuperação nos últimos 30 dias, o que permitiu com que esse cenário se concretizasse. O mundo está consumindo muito café e o mercado tem uma "liquidez fantástica", como visualiza ele.
O Brasil produziu cerca de 60 milhões de sacas e deve ter bons números de exportação. Ele aponta que o país é protagonista neste segmento e que cooperativas como a Cooxupé possuem excelência e uma boa estrutura no comércio exportador, a qual não se vê "nada igual no mundo".
Primeiro, o produtor olha para o custo de produção e, daí em diante, faz seu mercado. O negócio é aproveitar os bons momentos, fazer a média e sempre vender antecipado. O mundo vive do que produz com um pequeno estoque - e isso mudou bastante o mercado.
Carvalhaes visualiza um "cenário fantástico" nos próximos dez anos para a produção de café. Existe uma possibilidade de aumento de consumo na Ásia e o produtor brasileiro "é eficiente e tem tudo para conquistar, cada vez mais, o mercado".
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