Em tempos de crise de preços, manter a boa produtividade no café ajuda a diluir custos e melhorar margem líquida por ha

Publicado em 28/05/2019 13:09 e atualizado em 28/05/2019 15:01
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Estudo mostra que a boa gestão da produção numa propriedade de café pode garantir boa rentabilidade, independente do preço de venda
Leon Castro - Consultor Técnico Labor Rural

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Entrevista com Leon Castro - Consultor Técnico Labor Rural sobre a Gestão de Propriedades cafeeiras

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Com o período de crise nas referências internacionais do café, a solução para os cafeicultores conseguirem boas margens de lucro é mantendo uma boa produtividade das lavouras para amenizar os custos de produção e melhorar a margem líquida por hectare cultivado.

De acordo com o Consultor Técnico da Labor Rural, Leon Castro, existem formas de amenizar os cenários ruins de preços para o café através da gestão da propriedade. “Tem cafeicultores ganhando dinheiro com o café fazendo bem feito a gestão dos recursos internos da propriedade, sendo que a primeira é a produtividade”, afirma.

Para alcançar uma boa rentabilidade, os produtores rurais de Minas Gerais devem ter uma produtividade de biênio de 35 sacas do grão por hectare. “A partir daí vai da realidade de cada negócio e os investimentos feitos dentro da fazenda. O primeiro fator que o cafeicultor precisa pensar é que não tem como fugir do mercado, pois se for pensar que quando maior a oferta menor os preços ninguém vai produzir nada”     , aponta.

O estudo do SEBRAE/MG mostrou que no último biênio 2016/18 as propriedades conseguiram um desembolso de R$ 12 mil por hectare e uma produtividade acima de 45 sacas. “O que deu um desembolso por saca abaixo dos R$ 300,00 e isso permite com que o produtor venha a ser competitivo dentro deste cenário de preços baixos no mercado físico”, relata.

Normalmente, nos períodos de crises os cafeicultores acabam reduzindo os investimentos na propriedade, e assim, impactando na produção. “A gente percebe que as fazendas menos produtivas foram que as investiram menos por área com um desembolso na casa dos R$ 9 mil, mas tiveram a produtividade abaixo das 27 sacas por hectare e que dá um custo por saca de R$ 390,00”, comenta.

Por outro lado, as propriedades mais produtivas conseguiram um desembolso de R$ 12 mil por área com produtividade acima das 45 sacas por hectare. “Essas fazendas conseguiram manter o desembolso abaixo dos R$ 300,00 por saca. Por isso, é muito importante manter o rendimento médio e jamais reduzir os tratos culturais das lavouras”, conta.

Outro fator que eleva a competitividade do cafeicultor no mercado é ter uma produção diferenciada e com qualidade. “É preciso fazer lotes que valorizem o café e ter um produto de no mínimo média qualidade e que as pessoas reconheçam a propriedade para conseguir preços. Os produtores precisam operar no mercado futuro direto na bolsa ou via trading”, diz o consultor.

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Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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