Atraso das chuvas e temperaturas elevadas comprometem potencial produtivo da próxima safra de café

Publicado em 18/09/2019 13:43 e atualizado em 18/09/2019 17:35
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Floradas estão prontas para acontecer, mas ainda aguardam chuvas entre 50 e 100 mm
Alysson Fagundes - Eng. Agrônomo e Pesquisador Prócafé

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Falta de chuvas em áreas de café - Entrevista com Alysson Fagundes - Eng. Agrônomo e Pesquisador Prócafé

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A falta de chuva e clima seco que atinge várias regiões e culturas por todo o Brasil também começa a preocupar os cafeicutores dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, principais áreas de cultivos do café no país. O Notícias Agrícolas conversou nesta quarta-feira (18) com Alysson Fagundes - Eng. Agrônomo e Pesquisador Prócafé para debater sobre a real situação dos produtores. 

De acordo com Alysson, apesar de ainda não ser possível mensurar a perda da safra 2019/20 já é possível prever que ela será menor do que a safra passada. Atraso das chuvas e altas temperaturas acentuam perdas no potencial produtivo do café, já comprometido desde o ano passado devido às chuvas em excesso em dezembro, afetando diretamente o crescimento vegetativo da planta. "Por esse motivo as plantas cresceram menor no ano passado e início desse ano, que vai refletir significativamente na safra 2020", explica. 

O frio extremo que atingiu a região Sul de Minas Gerais também um dos fatores que devem contribuir para que a safra tenha uma queda de produtividade. E o terceiro fator é o estresse hídrico que as regiões vêm enfrentando desde o mês passado. De acordo com o engenheiro, as chuvas já deveriam ter começado em agosto, mas como não chegaram, começam a complicar a situação no campo, já que as chuvas previstas para setembro também não aconteceram.

Para amenizar a falta de chuva e as altas temperaturas e a florada de fato acontecer, é necessário que chova entre 50 e 100 milímetros. "Chuva de 10,20 milímetros é tudo o que nós não queremos agora. Se for para vir menos de 30mm é melhor que não venha nada", explica. Segundo Alysson, caso chova menos do que o necessário, há o risco de estimular a florada, mas não ter força para dar continuidade no cultivo. "É o pior das situações que podem ocorrer", comenta. 

O engenheiro explicou ainda que as lavouras ficam em altitudes mais baixas são as que mais sofrem com as condições climáticas atuais, tendo em vista que a cada 100 metros mais altos na altitude, correspondem a queda de 1 grau na região. 

Confira a entrevista completa no vídeo acima

Por: Aleksander Horta e Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • jarbas pedrosa moura São Francisco do Glória - MG

    Fazer mercado às custas do sofrimento do produtor é muito fácil... esses preços de café aí não remuneram ninguém... se o preço não subir, o país vai perder mercado pela falta de produto. Com uma seca dessas aí generalizada, ocorrendo em todo estado de Minas Gerais, não tem jeito de ninguém dizer o contrário..., na Zona da Mata o preço não sobe quando sobe na bolsa, pois as cooperativas saem do mercado... isso é uma vergonha.

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