Café: Produtor deve aproveitar altas em NY e fechar negócios; Brasil pode bater recorde de exportação

Publicado em 26/11/2019 15:34 e atualizado em 26/11/2019 16:46
1107 exibições
O último volume histórico foi registrado em 2015, com 37 milhões. Diante do cenário, mercado se preocupa como ficarão os embarques de janeiro até maio, quando entra a nova safra
Eduardo Carvalhaes - Analista de Mercado do Escritório Carvalhaes

Podcast

Entrevista com Eduardo Carvalhaes - Analista de Mercado do Escritório Carvalhaes sobre o Mercado do Café

Download


LOGO nalogo

O mercado futuro do café tem apresentado oscilações diárias, com baixas e altas expressivas. Após um período atuando de maneira estável, o mercado registrou altas expressivas após o USDA divulgar uma baixa de 10,5% para a safra de café brasileiro.

Segundo o analista de mercado, Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, os dados americanos divulgados vem de encontro com informações que já circulam no Brasil, de que a próxima safra mais baixa do que a safra 2018 e que as negociações no Brasil aconteciam com dificuldades, como consequência dos valores mais baixos. 

"Os negócios saem, o cafeicultor tem contar a pagar e procurava a vender sempre o minínimo possível, cumprir os compromissos mais pertos e segurava o café para vender mais tarde, na esperança que os preços melhorassem", comenta. O analista destacou ainda que o produtor vem enfrentando juros mais baixos e por isso, escolhe não fazer investimento no momento. 

Segundo Eduardo, em 2019 o Brasil poderá bater o recorde histórico de embarcação do café, com mais de 40 milhões. O último volume histórico foi registrado em 2015, com 37 milhões. "Isso significa ou que o consumo está acima do que se imagina ou que o concorrente não tem café para fornecer aos consumidores lá fora", comenta. 

Diante do cenário, segundo o analista, o que o mercado tem se perguntado como ficarão os embarques de janeiro até maio, quando entra a nova safra. "Essa nova safra também, os agrônomos são categórios ao afirmar que é uma safra de ciclo alto, mas menor que 2018", afirma. De acordo com Eduardo, condições climáticas em regiões produtoras têm influenciado diretamente nas estimativas para as próximas safra, sustentando as informações do USDA. 

Confira a entrevista completa no vídeo acima

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Carlos Rodrigues

    Até parece que o produtos esta a nadar em dinheiro com estes preços...

    0
  • Ivanir Matos Espera Feliz - MG

    O preço do cafe melhorou um pouco, mas com as altas em adubo (petróleo), a mão de obra ainda não representa nada...

    0