Mercado do café continua sensível ao clima e mesmo com a colheita no Brasil, avançou 6,35% na semana

Publicado em 27/05/2022 15:53 e atualizado em 30/05/2022 09:02
Gil Carlos Barabach - Analista da Safras e Mercado
No campo, apesar de focado na colheita, produtor participou mais das negociações nos últimos dias e aproveitou janela de oportunidades, aponta analista

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Entrevista com Gil Carlos Barabach - Analista da Safras e Mercado sobre o Mercado Físico do Café

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O mercado futuro do café arábica encerrou a semana com valorização e se aproximando de 230 cents/lbp nas principais referências na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Operadores e produtores continuam atentos às condições climáticas no Brasil, que são os fatores que continuam dando suporte aos preços mesmo com o início da colheita da safra brasileira. 

De acordo com Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, a memória recente das geadas do ano passado continua trazendo bastante nervosismo ao mercado, e por isso, os preços na bolsa seguem apresentando uma volatilidade ainda mais acentuada. A tendência é que esse cenário persista durante todo o Inverno Brasil. 

Por outro lado, o produtor além de estar focado no início da colheita no Brasil, também vem participando mais das negociações. Gil destaca em entrevista ao Notícias Arícolas que ainda é um aumento gradativo na participação, mas que houve ligeiro avanço comparado com algumas semanas. 

Julho/22 teve alta de 285 pontos, negociado por 229,45 cents/lbp, setembro/22 teve valorização de 290 pontos, valendo 229,70 cents/lbp, dezembro/22 teve alta de 275 pontos, cotado por 229,05 cents/lbp e março/23 registrou valorização de 275 pontos, cotado por 227,50 cents/lbp. No acumulado semanal, o contrato referência avançou 6,35% diante das preocupações com o inverno e chuvas abaixo da média no Brasil.  

Já na Bolsa de Londres, o dia foi marcado por desvalorização técnica nas principais posições. Julho/22 teve queda de US$ 10 por tonelada, negociado por US$ 2097, setembro/22 teve desvalorização de US$ 13 por tonelada, cotado por US$ 2096, novembro/22 teve baixa de US$ 13 por tonelada, valendo US$ 2079 e janeiro/23 registrou queda de US$ 12 por tonelada, cotado por US$ 2053. Apesar da queda diária, no acumulado semanal julho/22 avançou 2,74%. 

Para o produtor de conilon, o mercado interno sendo apresentando melhores oportunidades de negócios. Com a indústria demandando muito do conilon e o café brasileiro menos competitivo no exterior, há impacto sobre as exportações brasileiras do grão, mas o produtor, apesar do recuo nos últimos dias, continua garantindo bons preços, segundo analistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas. 

No Brasil, o mercado físico teve um dia de de poucas variações nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,39% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.285,00, Varginha/MG teve alta de 0,78%, valendo R$ 1.300,00. Poços de Caldas/MG manteve a estabilidade por R$ 1.260,00, Patrocínio/MG por R$ 1.300,00, Campos Gerais/MG por R$ 1.290,00 e Franca/SP por R$ 1.270,00. 

O tipo cereja descascado teve alta de 0,37% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.360,00 e Varginha/MG teve valorização de 0,74%, valendo R$ 1.370,00. Poços de Caldas/MG manteve a estabilidade por R$ 1.370,00, Patrocínio/MG manteve por R$ 1.330,00 e Campos Gerais/MG por R$ 1.350,00. 

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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