DA REDAÇÃO: Preços da soja em Chicago não se sustentam e registram oscilação nesta segunda-feira

Publicado em 12/12/2011 12:27 e atualizado em 12/12/2011 15:50 366 exibições
Grãos: Além das turbulências no cenário financeiro, relatório do USDA pesa sob as cotações em Chicago e soja já opera no patamar dos US$ 11/ bushel. Demanda chinesa aquecida e possível quebra de safra na América do Sul diante dos efeitos do La Niña, podem dar suporte às cotações.
O cenário da soja para o produtor, que já vinha de uma situação turbulenta nas semanas anteriores, tem se mostrado ainda mais negativo e incerto nesta segunda-feira (12). As oscilações de preços na Bolsa de Chicago refletem duas situações: o mercado financeiro pessimista e o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), apontando que os estoques mundiais não serão tão baixos quanto se imaginava. “Fazia tempo que os Estados Unidos não ficavam com estoque de passagem acima de 200 milhões de bushels (5,44 milhões de toneladas), isso está tirando o suporte”, afirma Glauco Monte, consultor da FCStone. 

O movimento dos fundos de investimentos, além disso, interferem nessas cotações. Houve uma diminuição das apostas no aumento dos preços das commodities, enquanto, antes, elas eram vistas como forma de investimento.

Por outro lado, alguns fatores podem vir a segurar os preços da oleaginosa. A compra realizada pela China do mês de Novembro é uma delas. Como a importação de 2011 superou a do ano passado, pode ser que essa compra chinesa ajude a conter a queda da soja, “se a China continuar comprando, pode ter um pouco de suporte”, afirma. O prêmio no porto de Paranaguá valendo quase 50 cents por bushel também é um ponto a favor do produtor. Por último, a estiagem originada pela La Niña no Brasil e Argentina traz expectativa de quebra, que pode refletir nos preços caso a redução do volume de produção seja acentuada.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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