DA REDAÇÃO: Estiagem compromete lavouras de soja e milho em Assis (SP); ausência de Política Agrícola atrapalha produtor rural

Publicado em 21/12/2011 11:11 e atualizado em 21/12/2011 15:07 407 exibições
Safra 2011/2012: Situação das lavouras de grãos em Assis (SP) é preocupante, pois há duas semanas faz muito calor e o ar está seco. As plantas estão em fase vegetativa e as precipitações irregulares já prejudicam lavouras de milho. Se não chover nos próximos dias, rentabilidade da soja e milho na região pode ser comprometida. Setor precisa de Política Agrícola para garantir segurança ao produtor.
A região de Assis-SP também já sente os reflexos negativos da estiagem para o cultivo de grãos. Há duas semanas faz  muito calor e o ar está bastante seco em toda a área, clima desfavorável ao cultivo.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Assis, Orson Mureb Jacob, a situação ainda não é crítica, mas já preocupa produtores. Isto porque as plantas estão em fase vegetativa e as precipitações irregulares podem trazer prejuízos expressivos principalmente para o desenvolvimento das lavouras de milho.

Produtores seguem otimistas para que ocorram volumes mais expressivos de chuvas nos próximos dias. Entretanto, se faltar água para a irrigação, a rentabilidade da soja e milho pode ser diretamente afetada. "Esse é o risco de sempre do produtor, que é o clima. A planta aguenta, quem não aguenta é o produtor", ressalta.

Para Orson, uma das principais necessidades do momento é uma Política Agrícola eficiente que garanta mais segurança ao setor. "O produtor precisa de um seguro de produção e renda. Tem que parar com essas palhaçadas de Plano Safra, Agricultura Familiar, nós precisamos de um módulo regional, zoneamento agrícola que você garante a renda e dignidade. Somos tratados como marginais, como bandidos e isto precisa acabar. Para produzir, o produtor precisa ter paz", desabafa.

Segundo o presidente do sindicato, estima-se uma média de 2,5 mil a 3 mil quilos de produtividade para os grãos nesta safra. "Mas, se continuar a questão da estiagem, ar seco e quente nós poderemos começar a contabilizar prejuízos. Acho que já existe alguma perda localizada", conclui.

Por:
Ana Paula Pereira e Marília Pozzer
Fonte:
Notícias Agrícolas

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