DA REDAÇÃO: Redução de estimativa da produção de soja sustentaria preços acima de US$13 em Março, diz analista

Soja: Em Chicago, cotações rompem a resistência de US$ 12,95/ bushel para maio/12 e têm fôlego para buscar os US$ 13,70/bu diante da quebra de safra da América do Sul. Mercado aguarda próximo relatório de oferta e demanda do USDA no próximo dia 9, que deve reportar quebras mais expressivas da produção sulista.
Publicado em 28/02/2012 13:28 | Atualizado em 28/02/2012 17:12
Para o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) do dia 9 de março, espera-se um corte no volume da produção brasileira de soja de 71 milhões de toneladas para 69 ou 70 milhões. Tal redução daria a sustentação necessária para que o mercado mantivesse os preços da oleaginosa acima dos US$13/bushel durante o mês de março, conforme prevê o analista Paulo Molinari, da Safras & Mercado.

Já nesta terça-feira (28), nem mesmo as chuvas previstas para quarta (29) e quinta-feira (01) no Sul do Brasil e na Argentina abalaram o mercado. Isso porque, de acordo com a meteorologia, um longo período de seca e de altas temperaturas devem abater essas lavouras, assim que a frente fria se dissipar.

O Brasil apresenta fortes disparidades climáticas, com Centro-oeste, Paraná e São Paulo colhendo bem e aproveitando preços razoáveis e, por outro lado, o Rio Grande do Sul amargando perdas irreparáveis. Diante disso, seria plausível supor que a proporção do país que vai bem compensaria a parte que perde soja. Porém, para o analista isso não irá acontecer. “As perdas só podem ser compensadas por uma safra americana maior”, explica.

Milho – A escalada dos preços da soja tem contido o movimento de pressão sobre o milho, que se intensificou com as estimativas de grande plantio nos EUA e projeção de uma safra recorde no meio-oeste norte-americano. Já a situação no Brasil é de expectativa por uma safrinha recorde, compensando, assim, as perdas do Rio Grande do Sul.

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