DA REDAÇÃO: Produtores de aves e suínos sentem falta de milho no Rio Grande do Sul

Publicado em 08/03/2012 14:06 e atualizado em 08/03/2012 17:33 467 exibições
Milho: quebra na produção do Sul do país pode comprometer o abastecimento interno do cereal. Conab afirma que haverá remanejo logístico entre estados, mas quem pagará a conta, como sempre, será o produtor.
O maior prejudicado pela falta de milho no Sul do país tem sido o criador de aves e suínos, sobretudo no estado do Rio Grande do Sul. Os altos preços do insumo reduziram a internação dos animais, já que o produtor não consegue obter lucro a partir da sua criação. Outro que também encontra dificuldades é o produtor integrado, que depende da colocação de seus animais no mercado, o que não tem sido fácil.

A falta do cereal na região do sul do Brasil teve como responsável o fenômeno La Niña, que ocasionou estiagem. Isso provocou uma quebra de 50% na produção, causando um desabastecimento no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná.

O governo, agora, interveio levando o milho para os estados com deficiência. Inicialmente, foram disponibilizadas 100 sacas por produtor, o qual pode chegar a receber até 27 toneladas, desde que comprovada a necessidade (como forma de evitar especulações).

Apesar de todo esse panorama do Rio Grande do Sul, o mercado do milho enxerga recuperação. A Conab previu uma alta de 7,5% para a produção nacional de milho, devendo ficar em 61,7 milhões de toneladas. Isso mostra uma grande discrepância entre o global e o regional no Brasil.

De acordo com Carlos Bestetti, gerente de safras da Conab, o milho teve um pequeno crescimento, mas a estiagem no sul do país causou um problema regional no que diz respeito ao abastecimento. “O milho teve, este ano, um aumento na área semeada bastante significativa dado a situação de mercado que aconteceu no período da semeadura”, explica.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário