DA REDAÇÃO: Novo Ministro do Desenvolvimento Agrário fala sobre investimentos para aumento de renda no agronegócio

Publicado em 12/03/2012 13:25 e atualizado em 12/03/2012 16:59 311 exibições
Novo Ministro do Desenvolvimento Agrário deve assumir cargo em breve, com a responsabilidade de viabilizar investimentos para a agricultura e seus gargalos, como o problema com a seca no Sul do Brasil.
Pepe Vargas, atualmente deputado federal (PT-RS), assume o Ministério do Desenvolvimento Agrário com o desafio de melhorar o acesso dos produtores rurais ao crédito, à assistência técnica, aos programas de comercialização e à modernização tecnológica, visando a aumentar a produtividade e também a manter os jovens no campo.

De acordo com ele, há diversos instrumentos para auxiliar nesse objetivo, como o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o recém-lançado “Rede Brasil Rural”, além do “Mais Alimentos”, vinculado ao PSI (Programa de Sustentação de Investimento).

Sobre este último, o deputado rebate a informação de que o investimento sobre ele estaria sendo diminuído. “Acredito que o governo não deve abortar esse programa que é importante, principalmente nesse momento em que, devido à crise lá fora, precisamos estimular ainda mais a indústria nacional, o mercado interno”, afirma.

Questão agrária – O assunto que não pode ficar de fora da pauta do novo Ministro do Desenvolvimento Agrário é o congelamento nas transferências de terras ao MST (Movimento Sem-Terra). Pepe Vargas admite que, durante o ano passado, o número de assentamentos reduziu bastante. Para ele, isso deve ter ocorrido em função de uma nova diretriz que busca assentar os sem-terras com maior infra-estrutura (água, energia elétrica, estrada, etc).

De certa forma, ele concorda com tal política, já que não pretende aumentar a quantidade de assentamentos sem que haja a infra-estrutura adequada, “não queremos criar favelas rurais, queremos criar assentamentos que sejam produtivos e que garantam a dignidade das famílias que lá cheguem”, diz.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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