DA REDAÇÃO: Cotação do dólar, prêmio e preços da soja em Chicago estão favoráveis para o produtor

Publicado em 13/03/2012 13:43 e atualizado em 13/03/2012 16:18 729 exibições
Grãos: China anuncia aumento na sua demanda por soja e milho e anima o mercado que opera em forte alta na CBOT nesta terça-feira. Preços estão bem sustentados no curto prazo, mas investidores ainda esperam números oficiais de área para nova safra dos EUA no final deste mês.
Uma soma de fatores criou a situação peculiar para o mercado da soja: cotação do dólar acima de R$1,80, prêmio do porto a níveis historicamente muito bons e preços da soja na CBOT, Bolsa de Chicago, acima de US$13,50/bushel. Todos esses índices são excelentes para o produtor, avalia Glauco Monte, consultor de mercado da FCStone.

Já o milho segue pressionado, mesmo com o anúncio de mais compras pela China. A baixa nas cotações do cereal tem acompanhado as informações de que os Estados Unidos deverão produzir muito milho. “Se não tivesse essa perspectiva de grande safra, teríamos preços de milho muito mais altos”, afirma.

No país norte-americano, a demanda do milho para o etanol é muito grande, chegando a consumir 40% do grão nos EUA. Conseqüentemente, o preço do milho fica diretamente ligado ao do petróleo. Outro fator que também interfere nesse mercado é o clima estadunidense (mais quente), pois favorecerá o plantio antecipado.

USDA – No final do mês sai o primeiro número oficial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com a área plantada dos Estados Unidos e o volume de seus estoques trimestrais. Isso “vai dar uma idéia se teve redução dos estoques por conta das exportações da semana”, diz.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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