DA REDAÇÃO: Manutenção de juros baixos e dólar em queda tornam commodities mais atrativas

Publicado em 26/03/2012 13:48 e atualizado em 26/03/2012 16:05 414 exibições
Soja: mercado começa a semana na expectativa do relatório de área que o USDA vai divulgar no próximo dia 30 e opera com alta de dois dígitos em Chicago. Com fundamentos já precificados, oscilações devem mexer com o mercado e realizar lucros. Por outro lado, cenário é positivo também no Brasil com dólar e prêmios altos.
O anúncio do presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, nesta segunda-feira (26), de que as taxas de juros permanecerão baixas provocou uma queda no Dollar Index de 0,25%. Com isso, as commodities ficaram atrativas, por estarem mais “baratas” e por se traduzirem em negócio mais rentável para os investidores.

A soja na Bolsa de Chicago, que promete altas consideráveis tendo em vista a quebra de safra na América do Sul e a estimativa não muito boa para o plantio dos Estados Unidos, pode cumprir as expectativas. À luz dos fundamentos, presumem-se cotações acima dos US$ 14/bushel.

Porém, isso não significa que a CBOT registrará somente altas para a oleaginosa. “Não quer dizer que o mercado vai ficar só disparando, o número de contratos em aberto que os fundos vêm carregando é enorme, acima de 200 mil”, afirma Daniel D’Avilla, analista de mercado.

De acordo com ele, qualquer número um pouco mais baixista que possa vir a ser divulgado – como o esperado pelo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no dia 30 – poderia levar os fundos a tomar lucro de suas posições. “É difícil ver uma posição dos fundos continuar crescendo do jeito que está”, diz.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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