DA REDAÇÃO: Goldman Sachs prevê manutenção dos preços da soja em US$ 14,30/bushel por três trimestres

Publicado em 11/04/2012 13:30 e atualizado em 11/04/2012 16:09 684 exibições
Soja: mercado realiza lucros nesta quarta-feira em Chicago, após acumular fortes altas nos últimos dias. Menor áreas nos EUA, demanda crescente e oferta mundial apertada sustentam cotações altas no médio e longo prazo. Negócios batem mais de R$ 58/SC no Porto de Paranaguá.
De acordo com estimativa da Goldman Sachs, os patamares em que a soja ficará durante os próximos três trimestres não serão menores do que US$ 14,30/bushel. Acompanhando a boa notícia, durante este último mês, a China ignorou os altos preços da soja e importou cinco milhões de toneladas da oleaginosa – somente nesta terça-feira (10), foram 165 mil toneladas adquiridas. 

Mesmo com a necessidade de expansão da área plantada de soja nos Estados Unidos após estimativa de redução na safra de lá, não haveria tempo para a troca de plantio do milho pela oleaginosa. Todos esses fatores combinados são provas do potencial de alta da soja, sobretudo para os vencimentos longos.

”Chegou a hora e a vez da soja”, define Bruno Perottoni, analista de mercado, da Terra Futuros. Com os US$ 14,30/bushel, além dos 60 cents/bushel de prêmio no porto, o produtor poderá trabalhar com uma média de US$15/ bushel para a oleaginosa, um nível considerado excelente. 

Além disso, na possibilidade de um problema climático para a soja nos Estados Unidos, seria possível arriscar, segundo Perottoni, valores até mais alto para os contratos Novembro e Dezembro. 

Milho – A previsão de estoques mais baixos darão sustentação ao milho, mas somente no curto prazo. Para o longo prazo, o viés é mais negativo, porque há muitas questões a serem analisadas ainda. A chance de grandes safras, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, influenciariam negativamente os preços. Porém, problemas no clima, como geadas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná mudariam essa tendência.
Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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