DA REDAÇÃO: China poderá importar mais soja do que o estimado pelo USDA

Publicado em 17/04/2012 13:49 e atualizado em 17/04/2012 16:39 580 exibições
Soja: dia de recuperação em Chicago, diante da demanda aquecida. Câmbio, prêmio e ascensão na CBOT favorecem negócios aos produtores brasileiros. Tendência é altista já que safra norte-americana terá redução na área.
A estimativa para a importação de soja pela China neste ano ficou acima de 55 milhões de toneladas, maior que o número previsto pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de acordo com Daniel D’Avilla, analista de mercado. Para o mês de abril, a projeção é de grande aumento, passando de 3,8 milhões de toneladas adquiridas em 2011, para 4,63 milhões toneladas (podendo chegar a 4,83) em abril deste ano.

Embora não haja garantias de que o país continuará importando dessa forma, a tendência é de manutenção, mesmo diante da ocorrência de um eventual problema macro econômico. “Há possibilidade de a China diminuir importações de metais, materiais de construção, mas alimentação, teoricamente, os chineses vão ter que continuar importando”, diz D’Avilla, reforçando ainda que a demanda deve seguir forte “a qualquer custo”. 

Os estoques de soja importada nos portos chineses, além disso, estariam em queda devido às boas margens de lucros do esmagamento. Estimativas dão conta de que o volume teria caído de 6 milhões de toneladas para 5,5 milhões. Mas D’Avilla discorda dessa projeção, “eu não imaginaria a China deixar o estoque chegar tão baixo assim”, afirma.

Independente das estimativas, a oleaginosa tem garantido renda ao produtor, a partir do somatório de fatores que inclui dólar a R$1,85, prêmio a 73 centavos de dólar e soja na CBOT a cerca de US$14/bushel , “acho que vale a pena vender”, diz.

Com a conta “fechando”, D’Avilla defende que o sojicultor venda para ganhar tempo no cuidado com a lavoura, despreocupado com os movimentos do mercado. Segundo ele, também é imprescindível que se faça uma média na venda do produto e que se evite realizar a comercialização de uma única vez.
Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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