DA REDAÇÃO: Apesar da baixa na CBOT, soja é vendida a R$ 64,50 no Porto de Paranaguá

Publicado em 09/05/2012 13:38 e atualizado em 09/05/2012 15:53 613 exibições
Soja: realização de lucros em Chicago nesta quarta-feira continua refletindo mau humor do mercado financeiro. Por outro lado, realidade de escassez na oferta mundial é fundamento suficiente para garantir preços sustentados até o longo prazo. Brasil pode precisar racionalizar exportações.
A soja realiza lucros na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (09), mas valores pagos no Porto de Paranaguá têm se mantido altos, R$ 64,50 por saca. De acordo com Liones Severo, Operador de Mercado, esse patamar está próximo do maior recorde de todos os tempos, que foi R$ 66 a saca. Os bons valores são alcançados pelo fortalecimento do dólar, que, na visão de Liones era algo inevitável de acontecer. “O Brasil não podia ficar sozinho, valorizando a moeda, enquanto o mundo todo desvalorizava”, diz.

Quanto ao cenário em Chicago, não há motivos para acreditar em tendência de queda. O operador define a desvalorização atual como uma realização temporária de lucros, tendo em vista a falta de soja do Brasil, Argentina e Estados Unidos. Liones já havia feito um prognóstico de que em Maio haveria pressão sobre os preços, seguindo o quadro histórico para o mês, mas que perto de junho, os preços iriam melhorar. Portanto, assim que for definido o tamanho da safra norte-americana a tendência é que as cotações na CBOT melhorem.

Essa informação vem com o relatório de oferta e demanda que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na quinta-feira (10) e determinará os rumos do mercado. Com um possível retorno dos preços elevados, o Brasil precisará tomar uma atitude no sentido de estabelecer um racionamento. Caso não faça, o país poderá sofrer falta de soja para a indústria, alerta o operador de mercado.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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