DA REDAÇÃO: Na última semana, trigo ajudou a sustentar preços da soja e do milho, diz Flávio França

Publicado em 21/05/2012 13:50 e atualizado em 21/05/2012 16:24 522 exibições
Soja: alta do dólar estimula negócios muito favoráveis em Chicago. Moeda dispara e soma ao fundamento de menor oferta mundial um cenário muito favorável de preços no curto prazo. Ganho de 11% desde a última semana coloca o trigo como nova variável de sustentação de preços.
Ao se fazer uma leitura dos dados relacionados à comercialização da soja, nota-se uma confluência muito favorável para os negócios com a oleaginosa. Câmbio acima de R$ 2, alta na Bolsa de Chicago e pressão no quesito demanda, exercida pelas compras chinesas, são partes dessa confluência. 

O peso das ações da China no mercado é visto na alta dos valores de vencimentos mais longos, que tem sido maior do que nos vencimentos mais próximos. De todo modo, valorizações nas cotações como a desta segunda-feira são muito bem recebidas pelos produtores que conseguiram colher e não enfrentaram os sérios problemas de quebra de safra.

Na última semana, soja e milho tiveram as cotações sustentadas por uma nova variável: o trigo. Somente durante esse período, houve valorização de 11% no mercado internacional desse produto. Especulações envolvendo possíveis reduções de produção em função de seca na região do mar negro e das planícies dos Estados Unidos motivaram tal elevação.

Portanto, a variável trigo poderá segurar os preços da soja e do milho, mas apenas no curto prazo. Com um quadro de área maior do que o esperado nos Estados Unidos para a soja, há grande preocupação quanto às perspectivas de longo prazo.

De acordo com Flávio França Jr., analista de mercado, mesmo que a soja apresente consistência, devido a estimativas de estoques baixos, ela “não vive sozinha”, diz. Os desempenhos do milho e do trigo puxam as cotações da oleaginosa e merecem atenção.  “Então, tem todo um dualismo nesse mercado que a gente precisa acompanhar muito atentamente”, acrescenta o analista.
Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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