DA REDAÇÃO: Milho: Governo estuda ferramentas de apoio à comercialização
Milho: Governo deve comprar milho por AGF ao preco minimo. Aprosoja pede contratos de opção para assegurar os atuais preços dos grãos. Soma da primeira e segunda safra devemchegar a 72 milhões de toneladas, diz Agriconsulting.
Publicado em 18/06/2012 13:47
| Atualizado em 18/06/2012 18:09
A safra e a safrinha de milho, desse ano, somam 72 milhões de toneladas, e essa oferta elevada deve causar queda no preço do cereal. Para evitar que as cotações do milho fiquem inferiores ao preço mínimo, que no estado do Mato Grosso é de R$ 12,60, o governo estuda medidas para reduzir os prejuízos dos produtores rurais.
De acordo com o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Caio Rocha, “o governo tem políticas para intervir, e até por legislação, em função do preço do milho”.
Segundo Rocha, no início do mês de julho devem começar as compras através da Aquisição do Governo Federal (AGF), se houver a necessidade, o recurso estará à disposição para que os produtores possam recorrer à aquisição pelo governo federal.
O governo também analisa a possibilidade de utilizar o prêmio para escoamento da safra (PEP), e como terceiro opção, os produtores rurais poderiam realizar o contrato de opção, prevendo-se o pagamento para dezembro. “Nós estamos definindo os recursos, para os contratos de opção, que não devem ser tão grandes em função do volume destinado à AGF”, explicou o secretário.
Ainda de acordo com Rocha, o país tem em estoque 1,4 milhões de toneladas. “Estamos com previsão de exportar 10,5 milhões de toneladas. Nós vamos começar a preparar os instrumentos para a comercialização do produto”, finalizou o secretário.
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Wanderley do Nascimento Costa Sorriso/MT - MT
A CONAB está fazendo de certo modo, a lição de casa. Lição esta, aprendida com a grande mancada que teve no ano de 2010, onde na pressão dos órgãos representativos dos produtores e lobby das multinacionais e tradings, fizeram um horror de PEP e depois no mesmo ano teve que fazer venda do estoque público p/ atender o mercado interno que não tinha mais produto disponível. A expectativa dos produtores do MT, principalmente da região mais ao norte, é de que tenha contratos de opções, no valor próximo aos R$ 15. Mas pelo visto, a CONAB não vai dar colher de chá, e primeiro vai atender os seus próprios interesses, repondo estoques através de AGF, em segundo plano atender o forte lobby das multi, fazendo PEP e por último, depois de tudo os contratos de opções que é de interesse da classe produtora.
Um detalhe importante, e não pontuado pelo secretário, é de que não temos armazéns disponíveis p/ AGF (armazéns credenciados), e muitos dos armazéns que antes estavam aptos, hoje encontram-se inaptos, devido as exigências do MAPA. Assim, o produtor, que quiser fazer AGF ou Contrato de Opção, vai encontrar grande dificuldade. É esperar e conferir!