DA REDAÇÃO: Feijão pode ter menor safra dos últimos 12 anos

Publicado em 20/06/2012 10:28 e atualizado em 20/06/2012 13:05 430 exibições
Feijão: Lavouras do Paraná sofrem com chuvas, mas preços ainda não sentem impacto das perdas. Oferta do produto sem qualidade deve limitar alta nas cotações e área de plantio para a próxima safra já se mostra menor diante dos bons preços da soja.
De acordo com previsões de gestores e de profissionais que cuidam dos abastecimentos de feijão no país, a safra 2012 pode ser a menor dos últimos 12 anos.Segundo Marcelo Lüders, analista da Correpar, é importante ainda frisar que a população brasileira hoje já é bem maior que há doze anos atrás, e o poder aquisitivo também é diferente, o que pode pressionar ainda mais os preços no segundo semestre. 

Por outro lado, a má qualidade dos grãos devido às chuvas dos últimos dias, pode segurar os preços. Segundo Lüders, os grãos que ainda puderem ser colhidos,vão direto para o secadouro e perdem a cor e seu atrativo, e além disso, a secagem e o processamento aumentam os custos.

Ainda de acordo com o analista,o mercado continua em oscilação, e para o segundo semestre não há expectativa de preços abaixo dos R$ 100,00."Não existe essa possibilidade. A própria Conab ou o IBGE já dão como certo que teremos mais de 700 mil toneladas de quebra. É menos produto para o coinsumidor brasileiro, e equivale a 2 meses e meio de consumo no Brasil", diz.

Enquanto para o feijão carioca não há importação pois não se acha o produto em outros lugares, no caso do feijão preto os grãos vem sendo importados com frequência desde o ano passado,o que mantém o mercado relativamente abastecido nesse momento. Segundo Lüders, tudo leva a crer que o feijão preto deve subir durante o segundo semestre. O feijão carioca, por sua vez, deve seguir pressionado, visto que não existe um feijão que substitua essa variedade para ser trazido ao Brasil.

Em um cenário de alta no preço dos grãos para plantio, que pode causar uma menor procura pelo feijão,há possibilidades de o produtor começar a investir na soja, que apresenta preços atraentes e é menos vulnerável a chuvas.

Por:
Thaís Jorge e Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas

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