DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas realiza lucros nesta segunda-feira (23)

Economia: Aversão ao risco desencadeou realização de lucros para as commodities agrícolas. Episódio foi pontual, já que situação climática nos EUA ainda é a mesma. Previsões são de estoques finais de milho e soja perigosamente baixos, e tendência é de novas altas.
Publicado em 23/07/2012 13:33 | Atualizado em 23/07/2012 17:02
O mercado de Commodities Agrícolas começou a semana com realização de lucros, na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Jefferies Bache, Vinicius Ito, esse movimento aconteceu devido à aversão ao risco, da crise na Europa, que desencadeou a realização de lucros.

“Essa realização de lucros do mercado é pontual, em relação às máximas que aconteceram na semana passada. O problema macroeconômico vai ser resolvido com o tempo, e a tendência é que as cotações se recuperem”, explicou o analista.

Além disso, as condições climáticas nos Estados Unidos ainda não apresentaram nenhuma mudança. As chuvas que ocorreram na parte leste e norte do cinturão de produção, que já era previsto, não foram suficientes, há a necessidade de uma quantidade muito maior de chuvas.

Em decorrência desse cenário, as lavouras continuam se deteriorando, e a expectativa é que a taxa de produtividade seja menor do que o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou no início do mês. O que deve refletir nos estoques finais.

“Os estoques finais deverão ser relativamente baixos, estamos trabalhando com essa safra nova em torno de 100 milhões de bushel, o que é muito pouco. Com isso, o preço da soja não pode cair, pois pode incentivar um nível de demanda indevido, quando na verdade deveria ser o contrário, as cotações subindo para racioná-la”, explicou o analista.

Devido a essa situação, a perspectiva é que o Brasil consiga exportar até 15 milhões de toneladas de milho. Os contratos mais longos já estão sendo comercializados a R$ 35,00.

“Os EUA tem uma utilização de milho muito grande, para ração e também para o etanol. E está havendo certo lobby da indústria para que a Agência do Meio Ambiente reduza a produção de etanol, para que sobre mais cereal para a alimentação. No entanto, é improvável que haja qualquer mudança agora, pois é um ano de eleição, e ainda o USDA não sabe qual é o tamanho da quebra”, sinalizou Ito.

Ainda de acordo com o analista, com a ascensão das cotações tem sido consideravelmente rápida, os produtores devem fazer alguma precificação em escala de alta, para tentar aproveitar o bom momento do mercado.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário