DA REDAÇÃO: Cotação do frete no Brasil é US$ 70 dólares acima dos EUA e Argentina

Publicado em 23/07/2012 14:14 e atualizado em 23/07/2012 18:13 541 exibições
Frete - Novas normas de segurança para os motoristas está complicando o setor, e há ameaça de paralisação nesta quinta-feira em várias partes do País. O preço do frete no Brasil é 60 a 70 dólares acima dos EUA e Argentina.
A Lei 12.619 que regulamenta a profissão de motorista está refletindo no mercado de fretes, nesse mês de julho. Para a coordenadora da Esalq, Priscilla Biancarelli Nunes, “com a nova legislação, que ainda está em aprovação pelo Congresso Nacional, o motorista poderá dirigir 8 horas diárias, com intervalo de uma hora de descanso. Finalizada esse período, o caminhoneiro deverá descansar 11 horas consecutivas”.

Com isso, haverá um aumento muito grande no tempo de percurso das rotas. E m função dessa situação, a expectativa é que haja, nesta quinta-feira (26), uma série de manifestações no país, com o objetivo de adiar por pelo menos um ano a efetivação da Lei.

Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), os custos do frete brasileiro é de US$ 70 dólares por tonelada acima do frete dos Estados Unidos e Argentina.

“Os nossos principais concorrentes, EUA e Argentina, além de ter um custo mais barato, têm alternativas intermodais bem consolidadas, têm navegação fluvial, têm ferrovias. E no Brasil, infelizmente, nossa carga ainda está em cima do caminhão, temos poucas alternativas intermodais, isso sobrecarrega o modal rodoviário e também a estrutura portuária”, afirmou Priscilla.

Em decorrência desse cenário, os valores dos fretes estão aumentando rapidamente. Em algumas rotas, em Goiás, esse aumento chega a 40%. Além disso, a concorrência entre o milho e o açúcar e os reajustes de pedágios em São Paulo, também contribuem para essa elevação nas cotações.

“A expectativa é que as manifestações resultem em um adiamento de um ano, para efetivação da Lei, pois assim as indústrias poderão se preparar melhor. O Brasil não tem infraestrutura para receber essa Lei, não tem postos de descanso, então está faltando muitas adaptações para que isso seja possível”, finalizou a coordenadora.

Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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