DA REDAÇÃO: Chuvas que chegam aos EUA são insuficientes e mercado continua em alta na CBOT

Publicado em 30/07/2012 13:26 e atualizado em 30/07/2012 16:21 690 exibições
Grãos: Soja norte-americana entra em fase de definições para o desenvolvimento da safra. Milho já tem perdas irreversíveis. Previsão para próximos dias não mostra chuvas de grande volume e quadro continua preocupante. Mercado aguarda relatório do USDA hoje(30).
O clima quente e seco continua deteriorando as lavouras norte-americanas, e não há previsões de chuvas para os próximos dez dias nos Estados Unidos. O milho já tem perdas irreversíveis, e a soja entra na fase de definição para o desenvolvimento da safra.

Segundo o analista da Safras &Mercado, Flávio França Junior, caso houvesse uma normalização da chuva dessa semana em diante, as lavouras da oleaginosa poderiam ter uma recuperação e consequentemente seria uma safra normal.

“As chuvas do final de semana foram consideradas decepcionantes, foram esparsas, leves, o quadro continua preocupante e o mercado responde nessa linha”, afirmou o analista.

Além disso, hoje (30) será divulgado o relatório de condições de lavouras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa é que o relatório aponte uma piora maior no milho e uma leve piora na soja, e caso essa situação se confirme seria a 8ª semana seguida de queda nas condições das lavouras no país.

Já os prêmios de março/2013, que chegaram a operar a -40, em função da expectativa da safra na América do Sul, operam, hoje (30), a +15. Para o analista, isso ocorre devido ao pânico do mercado internacional em relação à safra norte-americana, que aumenta a cada dia e o reflexo disso é o aumento da demanda no mercado sul-americano.

Devido a esse cenário, a oleaginosa está sendo comercializada a R$ 84,00 com base no Porto e a safra nova a R$ 63,00. E em decorrência dessa situação, França orienta que os produtores vendam parte da safra e aproveitem esses níveis de preços.

Ainda de acordo com o analista, “estamos chegando ao ponto em que as coisas passam dos limites, e deixa de ser algo que você possa comemorar, e começa a se preocupar”.

Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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