DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas encerram em alta nesta segunda-feira

Publicado em 30/07/2012 16:56 e atualizado em 30/07/2012 18:31 737 exibições
Soja: previsões de tempo seco para os próximos 10 dias nos EUA justificam novas altas em Chicago. Condições adversas do clima na Rússia e na China também dão suporte às elevações.
As Commodities Agrícolas encerraram esta segunda-feira (30) positivamente na Bolsa de Chicago. A soja ganhou mais de 40 pontos nos principais vencimentos, e o milho teve altas de quase 20 pontos de alta.

Segundo o analista da New Edge, Daniel D’Ávilla, o foco do mercado ainda são as condições climáticas no meio-oeste americano. E as chuvas no final de semana, não foram suficientes para amenizar a situação das lavouras.

Não há previsões de chuvas para os próximos dez dias no país, e as temperaturas devem ficar acima do normal. Além disso, outro fator que contribui para a sustentação das cotações são as condições climáticas adversas em outros países produtores, como Rússia e China.

Em decorrência dessa situação, temos um mercado muito volátil, mas sem alterar muito os patamares dos preços. “A tendência é ficar nesses níveis. Teoricamente, os níveis das cotações atuais já precificam as perdas na safra norte-americana, o que não podemos é ter mais perdas, pois poderemos ver mais prêmios de clima entrar no mercado”, explicou o D’Ávilla.

Ainda de acordo com o analista, a demanda do mercado da oleaginosa não é muito elástica. Um exemplo é o mercado da China que continua com a demanda aquecida, e irá comprar soja independentemente dos preços.

E devido a esse cenário, D’Ávilla orienta que os produtores devem ir realizando um pouco de lucro por dia, realizando uma média e no final poderão obter bons resultados.

No entanto, o analista sinaliza que a possibilidade de chuvas pode ocasionar uma pressão negativa nas cotações das Commodities. “Os grandes fundos estão muito comprados, e se começa a chover, serão os primeiros a liquidar posições, o que pode forçar o mercado para baixo”, finalizou D’Ávilla.

Por:
Aleksander Horta / Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Angelo Miquelão Filho Apucarana - PR

    Não sei bem se isso é a saída ou a entrada do cano! Mas tenho a certeza de que muitos perderam a razão ou o juízo. Outra coisa que ninguém vê é que os patamares de preços são momentâneos e irão passar, deixando uns trocados no bolso para quem ficou com o pés no chão e levando ao chão quem deixou os preços subirem a cabeça. Onde se arrendava terras a 30, 35 sacas por alqueire, hoje fala-se em 45, 50! Quem tem terra para arrendar está fazendo um leilão, quem não tem juízo está pagando e vai pagar muito caro num futuro próximo. Por estas razões e outras razões é que não sei se estamos saindo ou entrando pelo cano mais uma vez, e desta sem retorno.

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