DA REDAÇÃO: Em Chapecó (SC), suinocultores e avicultores trabalham à espera de ações governamentais para continuar na atividade

Em Chapecó (SC) produtores de suínos aguardam decisões do CMN para conter crise no setor. Avicultura também tem prejuízos com aumento dos custos de produção e plantel de ambas criações pode diminuir no oeste do Estado.
Publicado em 02/08/2012 09:50 | Atualizado em 02/08/2012 15:23
Suinocultor independente de Chapecó (SC) e todo oeste do Estado aguarda resoluções do governo para conter crise no setor. Com mais de 40 dias de espera, alguns produtores desistiram da criação e reflexos poderão ser sentidos nas exportações e oferta no mercado interno em médio prazo. Criadores contam com pacote de medidas em parceria com o Estado que pode ser aprovado hoje, em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

O produtor independente recebe hoje no município entre R$1,90 e R$2 pelo quilo do suíno vivo, preço que não cobre seus custos de produção. Suinocultor integrado, recebe R$2,20 e mais 10% conforme qualidade da carcaça.

Os altos preços da soja e milho têm acentuado cenário da crise para produtores não somente de suínos, mas também de aves em Chapecó.

Grãos - Em decorrência da seca na safra de milho verão, agricultores de Chapecó este ano plantaram soja safrinha, colhendo 200 toneladas do grão. Hoje saca é comercializada a R$62.  

Para conter avanço da crise, Conab oferece saca de milho ao pequeno e médio produtor do município a R$21.

Para o próximo plantio, produtores pretendem antecipar semeadura do milho verão já de olho na safrinha de soja. Área com milho deve aumentar no mínimo em 20% na safra 2012/13 em Chapecó (SC).

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