DA REDAÇÃO: Contabilização de perdas nas lavouras norte-americanas pode determinar novos parâmetros de preços
“Analistas que acompanham a safra nos EUA, afirmam que no caso do milho não importa muito se vai voltar a chover ou não. A oleaginosa pode ter leve recuperação”, afirmou França.
As chuvas no final de semana atingiram parte importante do meio-oeste do país, e contribui para amenizar as perdas. O analista sinaliza, que a partir de agora o mercado irá contabilizar os prejuízos tanto no cereal como na oleaginosa.
Porém, os números exatos devem ser divulgados em setembro, quando se inicia a colheita nos EUA. No entanto, o grande indicativo será o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que será publicado na próxima sexta-feira (10), e é o primeiro de safra.
“O mercado pode ficar pressionado ainda ou ter alguma realização de lucro, em função, da previsão de algumas chuvas. Alguns números privados estão considerando previsões de safra entre 74 e 78 milhões de toneladas no USDA anterior o número era de 83 milhões de toneladas”, explicou França.
Ainda de acordo com o analista, o relatório do USDA é importante, mas o mercado ainda tem sustentação. “Na soja, é possível que as cotações aguentem nas próximas semanas devido à contabilização das perdas no meio-oeste”, disse.
E essa contabilização pode determinar os novos parâmetros de preços. Entretanto, se o relatório de sexta-feira apresentar números muito abaixo de rendimento para milho e soja, o mercado pode retomar a tendência altista.
Em decorrência desse cenário, os produtores que irão plantar soja poderão ter boa rentabilidade. “Os preços não seriam tão altos como os patamares atuais, mas ainda irão permanecer em níveis que trariam renda para os produtores, especialmente se conseguirem fazer uma boa safra e a expectativa é de um aumento de área e de um clima mais regular, dá para plantar, colher bem e ganhar dinheiro”, sinalizou o analista.
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