DA REDAÇÃO: Commodities encerram em alta nesta quarta-feira (15)

Soja: grão recupera parte das perdas da semana e encerra com altas de mais de 30 pontos em Chicago. Além da demanda aquecida no mercado físico norte-americano, a procura por farelo de soja também ajudou impulsionar preços.
Publicado em 15/08/2012 17:47 | Atualizado em 15/08/2012 19:06
Nesta quarta-feira (15) as Commodities Agrícolas fecharam em alta na Bolsa de Chicago. Após dois dias pressionada a oleaginosa encerrou com mais de 30 pontos de ganhos nos principais vencimentos.

Segundo o analista da Jefferies Bache, Vinicius Ito, os prêmios nos portos dos EUA subiram consideravelmente, os maiores preços desde setembro de 2009, o que indica que a demanda continua aquecida.

Além disso, houve rumores de que a China teria voltado a checar os preços da oleaginosa no Golfo do país.  Outro fator que também contribuiu para sustentar as cotações e também o preço do farelo de soja seria que a Filipinas estaria interessada em comprar o produto dos EUA, mesmo com o preço do farelo acima de US$ 500 por tonelada.

“Ainda não estamos vendo sinal de racionamento da demanda, nem no mercado interno, há uma procura muito grande por parte dos esmagadores por soja, dado que o preço do farelo justifica uma margem de esmagamento positiva. E nem na exportação, os embarques acumulados estão altos”, explicou Ito.

O analista sinaliza que a safra nova norte-americana já tem nível de vendas contratadas em torno de 50% da projeção total estimada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Em decorrência desse cenário, o mercado tenta racionar a demanda em cerca de 400 milhões de bushel de utilização de soja para que sobre 100 milhões de bushel para os estoques da nova safra norte-americana.

“O mercado tem que elevar as cotações a um nível que desincentive a utilização para assegurar pelo menos os níveis de estoques. E o preço que poderia racionar a demanda seria US$ 17 por bushel”, afirmou Ito.

Ainda de acordo com o analista, os produtores brasileiros devem ficar atentos ao mercado e cuidar para que a safra 2012/2013 seja produtiva. “Somente a América do Sul para salvar essa situação, se não será o caos”, finalizou.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário