DA REDAÇÃO: Trigo opera em alta nesta quinta-feira (16) em Chicago

Grãos: Trigo apresenta alta na Bolsa de Chicago. Possibilidade da Rússia suspender exportações pode aumentar procura por grãos dos EUA. Momento é de definição para safra norte-americana. Mercado começa a buscar equilíbrio e demanda começa a ser racionada.
Publicado em 16/08/2012 13:58 | Atualizado em 16/08/2012 15:10
Após as fortes altas de ontem (15), o mercado tem uma evolução das cotações mais calma, nesta quinta-feira (16).  A única commodity que opera em alta é o trigo, sustentando pela possibilidade da Rússia suspender as exportações do produto, o que poderia aumentar a demanda pelo cereal norte-americano.

“Soja e milho estão andando de lado, e o trigo puxando. É o momento de definição da safra dos EUA e a oleaginosa está com 85% em fase de formação de grãos de frutificação, então é o período decisivo para a soja”, explicou o analista da Safras e Mercado, Flávio França Junior.

A soja já tem perdas consideráveis, porém as chuvas podem amenizar a situação das lavouras da oleaginosa. O analista frisa que o sentimento do mercado é que a safra de soja está estabilizada. “O que já é o suficiente para acalmar o pânico que estava instaurado no mercado até alguns dias atrás”, afirmou.

Em decorrência desse cenário o mercado busca um ponto de equilíbrio, e a demanda começa a ser racionada, principalmente na soja, caso contrário faltará produto no mercado.  O analista argumenta que, em função dessa situação, o mercado deve ficar em alta.

No caso do milho e do trigo, já existe racionamento. As cotações estão altas e atingem a demanda. “Até fevereiro, quando entrar a safra na América do Sul, o mercado tende a ficar aquecido, com volatilidade testando o comportamento do consumo. Podemos afirmar que os preços deverão ficar aquecidos até o início de 2013”, disse França.

Ainda de acordo com o analista, as cotações do trigo devem permanecer sustentadas pelos problemas que abrangem a safra mundial. “A oferta de trigo dos EUA é boa, mas temos perdas na região do Mar Negro, da Rússia, e na China”, falou.

Devido a esse quadro, produtores brasileiros têm segurança de ter preços no mercado interno positivos. A expectativa é que os preços sejam melhores do que os negociados na safra passada, diante dessa alta externa e considerando a qualidade de exportação elevada em função do câmbio.

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