DA REDAÇÃO: Previsão de chuvas no meio-oeste dos EUA pressiona cotações em Chicago
“O mercado está muito volátil. De um lado o mercado suportado pela demanda que está firme novamente, e por outro os fundos que carregam grandes posições compradas e com as chuvas o mercado sofre uma pressão do lado vendedor”, afirmou Oliveira.
Devido a esse cenário as cotações seguem sustentadas, em função, da demanda aquecida, redução da safra, e uma diminuição nos estoques finais. O último número do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que o estoque de passagem será de 115 milhões de bushel, cerca de 3 milhões de toneladas, o que indica a necessidade de racionar a demanda.
“A demanda continua aquecida e deve permanecer assim. O mercado pode vir a fazer novas máximas tanto para o milho como para a soja até o final de setembro e depois começaremos a ver o tamanho da safra brasileira, e da Argentina. A expectativa é de ser uma grande safra na América do Sul”, disse o operador.
A safra do Hemisfério Sul pode pressionar as cotações na Bolsa de Chicago. Oliveira frisa que o mercado já está precificando essa expectativa da produção da sul-americana, tanto que o vencimento de março/2013 opera em US$ 15,34 por bushel, e o contrato de maio, que será o pico da safra, está em US$ 14,59 por bushel.
Já as cotações da commodity de milho encerraram o pregão positivamente. Apesar dos números de exportação semanal abaixo da perspectiva, o cereal foi influenciado pelo trigo e fechou em alta.
“O mercado preocupado com o mercado da Rússia, devido à seca, houve uma quebra na produção russa, os estoques estão baixos, e o mercado trabalha com a possibilidade da Rússia proibir exportação, então o trigo puxou o milho”, explicou Oliveira.
Ainda de acordo com o operador, os produtores brasileiros devem aproveitar os picos de mercado, e o câmbio favorável, para fixar preços.
0 comentário
SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família