DA REDAÇÃO: Demanda por soja continua aquecida nos Estados Unidos

Soja: Oleaginosa ganha força para novo movimento de alta.Demanda está aquecida e mercado vê falta do produto até entrada da safra sul-americana.Dados sobre colheita de milho,em setembro,devem ajustar ainda mais as projeções do mercado.
Publicado em 17/08/2012 13:26 | Atualizado em 17/08/2012 17:33
O mercado de Commodities Agrícolas opera com tranquilidade nesta sexta-feira (17). Segundo o operador de mesa, Bruno Perottoni, a oleaginosa sustenta a alta, em função, das exportações realizadas ontem (16), o que indica que a demanda continua aquecida, e o mercado volta a olhar a carência de soja disponível até a entrada da safra da América do Sul.

“Pela análise gráfica, o contrato da oleaginosa de novembro acima de US$ 16,50 dólares por bushel, e ganha força para um novo movimento de alta, podendo ultrapassar os US$ 17 dólares, apenas olhando os gráficos, sem alguma notícia ou fundamento novo para começar esse movimento”, explicou Perottoni.

Além disso, na segunda-feira (20) será divulgado outro relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, o operador sinaliza que as condições das lavouras norte-americanas já foram precificadas pelo mercado.

“O que vai direcionar o mercado é que na primeira semana de setembro teremos dados da colheita de milho, o que realmente está sendo colhido e o mercado vai começar a ajustar um pouco mais as projeções e o que realmente será a safra dos EUA”, disse o operador.

E a notícia de que haveria a substituição do milho para a produção de etanol, ainda pode movimentar o mercado. Perottoni afirma que é uma decisão difícil para o governo norte-americano, principalmente em ano de eleição, mas o mercado fica bem ansioso e sensível a esse tipo de informação.

 Já o trigo, o operador afirma que pode ultrapassar US$ 9 dólares por bushel no curto prazo. “Temos que ficar de olho na região do Mar Negro, Rússia, Ucrânia, pois as condições climáticas estão piores por lá, e os países podem diminuir as exportações”, finalizou.

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