DA REDAÇÃO: Soja inicia a semana com altas expressivas em Chicago
“A evolução da safra norte-americana já está praticamente consolidada, as perdas já foram contabilizadas e o mercado já absorveu. A questão agora é a demanda”, afirmou Pimentel.
A expectativa é que a demanda começasse a reduzir, em função das altas nas cotações. No entanto, o relatório semanal de exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostrou que a China comprou na última semana cerca de 1 milhão de toneladas da oleaginosa, o que aponta que a demanda continua aquecida.
“Isso deixa o mercado nervoso, pois é uma demanda muito firme. Existe a perspectiva de que as exportações chinesas caiam em agosto para 4,7 milhões de toneladas, porém o volume ainda é muito grande”, disse o analista.
Em decorrência desse cenário as atenções do mercado devem se voltar para a safra na América do Sul e caso haja qualquer problema, como atraso na colheita, chuvas, o mercado de Chicago pode operar com preços imagináveis, dado o histórico recente. “Há a perspectivas de cotações melhores”, ratificou Pimentel.
Entretanto, se a América do Sul conseguir fazer uma grande safra, em 2013 o mercado pode voltar a trabalhar em patamares entre US$ 13 e US$ 14 por bushel. Além disso, a expectativa é que o estoque final nos EUA fique muito baixo, devido à demanda firme.
“Algo em torno de 10 a 15 milhões de bushel, um número muito baixo. Chicago é uma bolsa que olha muitos aspectos internos para definir preços e os estoques dos EUA em baixa é um elemento muito explosivo”, explicou Pimentel.
Ainda de acordo com o analista, o mercado aposta que a super safra do Hemisfério Sul alongaria o ciclo de exportação da produção sul americana, o que aliviaria a demanda norte-americana no segundo semestre de 2013.
“O mercado está em cima de suposições. Se virarmos o ano agrícola americano com estoques baixos teremos elemento explosivo. Estamos entrando em um terreno perigoso na oferta de alimentos no planeta”, falou Pimentel.
Porém, a produção sul-americana pode recompor parte dos estoques globais, mas nos EUA os estoques ainda serão pequenos. “Os efeitos são acumulativos, o insucesso num período gera problemas para outros períodos. E o mercado hoje tem um déficit de soja e milho substancial e a boa safra da América do Sul deve impedir problemas de abastecimento de alimentos no mundo”, finalizou o analista.
3 comentários
SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família
Liones Severo Porto Alegre - RS
Caro Dalzir Vitoria - Quanto ao milho e trigo, queira assistir minha entrevista do dia 12/4/12, no seguinte link (http://www.youtube.com/watch?v=OlqqZ-uGGvo&feature=relmfu). Quanto à soja, escrevi no ultimo paragrafo do meu livro (Como Lucrar Negociando Soja) no dia 4/3/2011: ´Com estoques apertados de grãos e oleaginosas, o cenário mundial sugere que, no próximo ano de 2012, os preços para as commodities agrícolas, principalmente soja, poderão registrar valores estupendos, provavelmente recordes de todos os tempos`.
Liones Severo Porto Alegre - RS
Correção: Falei sobre o Fernando Pimentel.
Liones Severo Porto Alegre - RS
Caro Dalzir - não acho que voce possa discordar do Fernando ou mesmo do França Junior, como voce o fez outro dia. Também é equivocada sua afirmação sobre os chineses que compram cerca de 1.000 navios de 60.000t por ano, ou seja a cada dia tem 3 navios viajando para a China. O volume de soja que compram corresponde a 20.000.000 ha de lavoura de soja. Como compram cerca de 60pct da soja negociada no mundo teriam um grande poder de barganha. Se eles pensassem que nem voce ficariam 3 meses sem comprar soja na boca da safra de qualquer país e levariam a agricultura desse país à ruina. Não são predadores e precisam de alimentos, portanto respeitam o prato que comem.Aliás, suas intervenções com opiniões comerciais são um desastre. Penso que voce assim como eu, já não é tão jovem e devemos nos preocupar em transmitir e compartilhar com nossos produtores e nossos jovens os bons ensinamentos que vida nos deu. As tradings e as industrias acumulam perdas inestimaveis nesse cenário de preços. Ninguém se beneficia dessa situação a não ser o setor produtivo. Abraços