DA REDAÇÃO: Milho não deve chegar a Santa Catarina (RS) para abastecer produtores

Publicado em 22/08/2012 14:04 e atualizado em 22/08/2012 16:54 425 exibições
Milho: Cereal não deve chegar a Santa Catarina-RS para abastecer produtores. Custo de produção está muito alto.Estado sofre com problemas de logística e burocracia. Há favorecimento às exportações e Governo está falhando na busca por soluções para o problema.
Segundo o Deputado Federal, Valdir Colatto (PMDB-SC) o milho não deve chegar à Santa Catarina para abastecer os produtores. “Temos muitas dificuldades na área econômica, pois as empresas estão tendo prejuízos, em função do alto custo de produção”, explicou.

Além da crise nos Estados Unidos, existe o favorecimento à exportação e um apagão logístico. “Essa é a questão estamos perdendo para a logística e para a democracia, hoje você precisa de R$ 310,00 a tonelada de um frete do Mato Grosso para Santa Catarina”, disse Colatto.

A burocracia impede a Conab de comprar milho. Segundo o deputado, estamos perdendo para a burocracia e o governo está sendo incompetente para solucionar essa situação e levar o cereal para o estado de Santa Catarina, para abastecer produtores e empresas.

“Estamos eliminando um setor importante da produção que é o setor da avicultura e suinocultura, e que se nós não mantermos em pé com certeza teremos problemas sérios”, sinalizou o deputado.

Ainda de acordo com Colatto, o milho não chega e a cada dia o prejuízo é maior. “Na verdade não está acontecendo, não vemos uma solução por enquanto, a não ser que se tome uma decisão de governo passando por cima da burocracia”, finalizou.

Código Florestal - A reunião do novo Código Florestal que deveria acontecer nesta quarta-feira (22) foi adiada a próxima semana. Segundo o Deputado Federal (PMDB-SC), Valdir Colatto, parlamentares buscam um equilíbrio, entre produzir e preservar o meio ambiente.

“O Ministério do Meio Ambiente afirma que 33 milhões de hectares estão ocupados com Áreas de Preservação Permanentes (APP) e reserva legal. Já o Ministério da Agricultura diz que 85 milhões, enfim se diminuirmos essas áreas produção, só em Santa Catarina serão cerca de 1,4 milhões de hectares, conforme o estudo da Embrapa”, explicou o Deputado.

Ainda de acordo com o estudo, em torno de 65 milhões de hectares serão retirados da produção. Colatto afirma que o Código Florestal e será uma nova lei dos Caminhoneiros, “quando entrar na porteira para implantar o Código vamos ver a inviabilidade, com certeza será um código frustrante para os produtores rurais”, disse.

Ao todo são 343 destaques, mas foi feito uma acordo de cerca de 35 destaques, dos quais 5 já foram votados. “O único que nós perdemos foi a questão das áreas úmidas que serão consideradas como áreas de APP”, afirmou o deputado.

Além disso, na questão das áreas consolidadas não há um acordo, por isso será remetido para a mesa da Câmara e do Senado, e também na questão do artigo primeiro que os parlamentares concordaram em retirar da pauta da comissão.

“Trabalhamos no sentido de desengessar o processo, para que se possa implantar isso em um prazo suficiente que não criminalize os produtores e nem retire as áreas de produção, pois vamos quebrar a produção brasileira e nessa crise de grãos nós vamos pagar uma conta alta e o consumidor muito mais”, finalizou Colatto.

Questão indígena – Os representantes da frente parlamentar da agropecuária solicitaram uma audiência com o Ministro da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, e a presidenta da FUNAI, Marta Maria do Amaral Azevedo, para debater a portaria 303 que foi emitida no dia 16 de julho e revogada na semana seguinte.

Segundo o Deputado Federal, Valdir Colatto, a portaria dizia que tinha que respeitar as decisões do Supremo Tribunal Federal na questão da Raposa Serra do Sol, e que todas as decisões do governo sejam respeitadas.

“Pela pressão da área indígena foi suspensa essa portaria por 60 dias e com isso retomamos a questão anterior e com isso há uma corrida da FUNAI em busca de novas terras indígenas, sendo que nós já temos cerca de 13% do território como área indígena, em torno de 115 milhões de hectares”, afirmou Colatto.

Ainda de acordo com o deputado, mais de 418 áreas estão sendo reivindicadas pelos indígenas. “Isso está ocasionando um conflito muito grande e com certeza temos que achar uma saída para esse impasse”, afirmou.

Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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