DA REDAÇÃO: Implantação do novo Código Florestal pode custar mais de R$ 1 trilhão

Código Florestal: Exigências do Governo e de ambientalistas vão prejudicar produtor brasileiro. Governo quer propor a volta da proteção por APP aos rios intermitentes. Áreas consolidadas ainda são tema de discussão no texto.
Publicado em 28/08/2012 13:43 | Atualizado em 28/08/2012 16:38
Nesta terça-feira (28), a Frente Parlamentar da Agricultura está reunida discutindo a proposta do Governo para a votação dos vetos da Medida Provisória 571. Segundo o Deputado Federal, Valdir Colatto (PMDB-SC), está muito complicado atender as exigências que o Governo e os ambientalistas fazem, e com certeza irá prejudicar os produtores brasileiros.

“Defendo os produtores rurais brasileiros, pois entendo que estão com a razão. Não podemos mandar uma lei que eles dependam de uma interpretação do Ministério Público, órgão ambiental ou um advogado que defenda sua causa. Temos a obrigação de fazer as coisas bem feitas”, afirmou Colatto.

O deputado afirma que há a exigência que os técnicos do IBAMA estejam armados quando chegarem às propriedades. Além disso, o Governo quer propor a volta da proteção por APP aos rios intermitentes.

“Nós solicitamos que todas as reservas florestais que estejam nas propriedades, nós possamos ter a transformação de cotas de reserva ambiental para ser indenizado aos agricultores e o governo não aceita”, explicou o deputado.

Ainda de acordo com Colatto, a Lei 12.651que foi aprovada e garante a segurança jurídica. “O que nós temos agora e ficará para discussão são as áreas consolidadas. Nós tiramos a metragem, mas o Governo colocou novamente com a MP 571”, falou.

Em decorrência desse cenário, os parlamentares estão preocupados com a implantação do novo Código Florestal. Para o deputado, com a implantação poderemos ver a inviabilidade, e os erros do texto.

“Segundo o estudo do impacto ambiental, social, econômico e também tributário a implantação do Código irá exigir o gasto de R$ 1 trilhão. Estamos desafiando alguém que conteste esse estudo”, finalizou Colatto.

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