DA REDAÇÃO: Estados brasileiros podem antecipar as vendas da safra 2012/13

Grãos: Tendência para soja é de preços ainda mais altos. Oscilações nas cotações de oleaginosa são correções típicas de um mercado sadio. Caso dólar registre altas, commodities ganham preço ainda maior. Vendas antecipadas no RS e MT podem avançar mais.
Publicado em 28/08/2012 13:44 | Atualizado em 28/08/2012 15:17
As oscilações no mercado de Commodities Agrícolas em Chicago são correções típicas de um mercado sadio, conforme explicou o operador de mesa, Liones Severo. Já no Brasil, a safra 2012/2013 está sendo comercializada em torno de R$ 71,00.

O operador sinaliza que o mercado é imprevisível e a melhor cotação é aquela que o produtor consegue realizar o seu lucro. Além disso, o mercado tem um cenário de desempenho muito forte, com preços muito altos, o que pode ocasionar um racionamento na demanda em vários países.

“A variável dólar também é imprevisível, o euro está em uma situação muito complicada, e se houver qualquer ruptura no sistema do euro pode haver um aumento do dólar, que irá significar melhores preços para as commodities”, explicou Severo.

Em decorrência dessa situação, o operador afirma que o Mato Grosso e Rio Grande do Sul, podem avançar nas vendas antecipadas. “O preços incontestavelmente é o melhor da história e oferece um bom ganho para os produtores. Podemos vender cerca de 60% da safra”, disse.

Ainda de acordo com o operador, o prêmio de maio/2013 que está negativo, é uma tendência e caso Chicago alcance novas altas o prêmio irá cair. “A China não está interessada em antecipar as compras com esse patamar de preço, naturalmente o mercado sofre um recuo”, falou.

Já o milho brasileiro, está sendo exportado para os Estados Unidos, e segundo frisa Severo, o Brasil tem condição favorável para exportar o cereal. “E o milho do país tem sofrido ao longo do tempo, pois não tem tradição no mundo, então essa é a melhor condição que o Brasil tem para tornar o seu cereal reconhecido no mercado internacional”, argumentou.

O operador também orienta que os produtores brasileiros devem fazer uma boa lavoura, com boa tecnologia. “O Brasil é o grande celeiro do mundo, somo o laboratório da fotossíntese, então o produtor deve ter cuidado e que certamente terá a remuneração adequada”, finalizou.

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