DA REDAÇÃO: Áreas de plantio de soja no MT devem aumentar 5%

Soja: já está tudo pronto para o plantio em MT. Produtores aguardam apenas o fim do vazio sanitário e a volta das chuvas para iniciar os trabalhos. Área plantada deve crescer 5% e volume produzido pode superar em 1 milhão de toneladas a safra passada.
Publicado em 03/09/2012 17:37 | Atualizado em 03/09/2012 19:11
No Mato Grosso os produtores aguardam o término do vazio sanitário, que termina dia 15 de setembro, e a volta das chuvas para iniciar o plantio da safra 2012/13. O diretor da CentroGrãos Famato, João Birkhan, afirma que no estado as áreas plantadas devem aumentar cerca de 5%.

Com isso, estima-se que o volume produzido pode superar em torno de 1 milhão de toneladas a safra passada. “Não é tão fácil aumentar a área de uma hora para outra, tudo isso requer compra de máquina, nova estrutura, não é uma coisa tão fácil, o aumento deve ser gradativo”, explicou Birkhan.

No entanto, o diretor sinaliza que os preços devem permanecer em alta, por algum tempo, e essa situação vai incentivar um aumento de área. “Estou um pouco temeroso, a partir da segunda quinzena do mês de setembro, pois é um momento que cria um movimento diferente, além de ser finalização de trimestre, normalmente os fundos liquidam posições para fazer resultados”, afirmou.

A expectativa é que, após a metade do mês de setembro, o mercado volte às atenções para o plantio na América do Sul, uma vez que nesse período a safra norte-americana já estará definida.

“Então os holofotes irão se virar para o hemisfério sul para ver o plantio do MT, e se o tempo correr bem e a área for bem plantada e as chuvas continuarem, acho que pode haver uma barrigada no mercado, uma queda para se recuperar mais adiante”, falou o diretor.

Além disso, a demanda deve continuar aquecida, pois o contrato futuro de maio está a US$ 15,90 por bushel. Porém, caso haja qualquer problema com a produção sul-americana, o mercado pode alcançar com a safra 2012/13 os preços históricos obtidos com a safra velha.

Já os produtores mato-grossenses anteciparam as vendas, cerca de 60% da produção já foi comercializada.  “Se tivesse vendido 60% não venderia mais, pois se tiver algum problema de clima no hemisfério sul e para evitar que tenha vendido mais do que irá colher, e se houver uma quebra aqui ou em qualquer outra parte da América do Sul, os preços podem subir ainda mais, dessa foram iria vender os 40% restantes depois, com as lavouras consolidadas”, argumentou.

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