DA REDAÇÃO: Preços dos fertilizantes subiram 15%

Milho: Governo pretende comprar 500 mil toneladas do cereal do mercado. Objetivo é garantir abastecimento interno até próxima safra. Gargalo logístico e altas no preço do frete estão entre principais problemas do cenário. Falta de insumos e poucas chuvas são preocupações para próximo plantio.
Publicado em 06/09/2012 14:51 | Atualizado em 06/09/2012 16:55
Com o objetivo de garantir o abastecimento interno até a próxima safra, o governo pretende comprar 500 mil toneladas de milho do mercado. Em Goiás a colheita do cereal está praticamente no final.

Segundo o economista e analista da Faeg, Pedro Arantes, o estado sofre com o gargalo logístico e as altas nos preços dos fretes. “O frete subiu mais de 30% nos últimos 45 dias, saindo de R$ 120,00 para em torno de R$ 170,00, com destino até o Porto. Situação está muito complicada”, explicou.

As elevadas cotações do frete também estão interferindo nos preços dos fertilizantes, que já subiram cerca de 15% até o mês de julho. O economista sinaliza que a entrega dos insumos estava normalizada, mas depois da complicação do frete e as greves, a situação se agravou.

“Essa é a grande preocupação do produtor, começa a chegar a hora do plantio e o adubo não vai estar disponível, assim como o El Niño, que também complica um pouco, pois as chuvas deverão ser mais irregulares e podem atrasar”, afirmou Arantes.

Esse cenário pode ocasionar uma complicação na safrinha de milho, e caso isso aconteça a tendência é que haja uma redução expressiva na safra do cereal, principalmente, em função da segunda safra, conforme argumentou o economista.

Ainda de acordo com Arantes, as melhores oportunidades já passaram, poderá haver alguma outra pela frente, mas será muito passageira, então o produtor deve ficar atento, especialmente em relação ao milho.

“E entrando a safra os preços começam a se acomodar e o produtor no caso da soja nem tanto, que não tem disponibilidade, mas no milho que ainda tem muito milho safrinha a ser comercializado então o produtor tem que ter precaução, até porque em novembro começa a ter uma acomodação no consumo interno de milho”, finalizou o engenheiro.

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