DA REDAÇÃO: USDA pode apresentar redução no rendimento do milho

Grãos: Soja registra baixas em Chicago devido a liquidação de fundos e falta de novidades do mercado. Demanda ainda está alta. Preços caíram nos Portos brasileiros e safra nova da oleaginosa é negociada a R$70,00. Prêmios também apresentaram recuo.
Publicado em 11/09/2012 13:40 | Atualizado em 11/09/2012 14:45
Devido à liquidação de fundos e a falta de novidades no mercado, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago recuaram na última semana. Segundo o consultor de mercado da FCStone, Glauco Monte, esse recuo refletiu nos preços e prêmios dos Portos que também registraram queda.

“Na questão dos prêmios temos que ficar atentos, pois, em 2011 tivemos um prêmio muito forte, em função da quebra na produção brasileira, mas se o Brasil produzir uma safra cheia, de 82 milhões de toneladas, isso sem dúvidas afetaria os prêmios nos Portos”, explicou Monte.

Além disso, historicamente os prêmios nos Portos, no mês de maio, costumavam operar negativamente e no ano passado, em decorrência da quebra na safra do hemisfério sul trabalharam de forma positiva.

O consultor ainda sinaliza que a demanda continua aquecida. “A China virá comprar no Brasil, e vale lembrar que se o país produzir uma safra cheia, muita soja será encaminhada para exportação, e nessa questão de oferta e demanda, Chicago permanece com preços bem altos, está fazendo o seu papel, e os prêmios serão pressionados pela oferta e demanda local”, afirmou.

Já a safra nova está sendo comercializada a R$ 70,00, e o consultor acredita que o mercado pode ter atingido valores próximos das máximas nas duas últimas semanas. “Não vejo uma movimentação muito grande no câmbio, acho que de vendas antecipadas talvez esse preços tenha sido próximos das máximas”, falou.

Ainda de acordo com Monte, os números da FCStone apontam um rendimento no milho um pouco menor do que o divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), então o relatório que será divulgado amanhã (12) pode apresentar uma redução no rendimento do cereal.

“E no caso da soja, acredito que o USDA não vai reduzir, vai manter ou até aumentar um pouco, porém reduzindo um pouco a área colhida, deixando a produção próxima do que foi publicado no último relatório”, finalizou o consultor.

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