DA REDAÇÃO: USDA reduz produtividade nas lavouras de soja

Soja:ao contrário das expectativas do mercado, relatório do USDA reduz produtividade das lavouras e estimula a volta às compras por parte dos fundos. Cotações devem continuar subindo.
Publicado em 12/09/2012 17:57 | Atualizado em 12/09/2012 19:50
Após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a soja encerrou o pregão da Bolsa de Chicago com altas expressivas. No vencimento de setembro/2012 a oleaginosa fechou em US$ 17,40 bushel, com ganhos de 44,25.

Segundo o analista da New Edge, Daniel D’Ávilla, o mercado esperava que o órgão pudesse melhorar a produtividade das lavouras de soja, em função das chuvas no meio-oeste dos EUA. Mas, na contramão dessa expectativa o relatório reportou números mais baixos, e consequentemente uma produção menor. 

“Com isso os fundos que estavam vendendo no mercado, entraram comprando novamente, tivemos um grande volume negociado hoje (12) na CBOT. A estimativa é que o mercado tenha comprado cerca de 15 mil contratos de soja, nesta quarta-feira”, explicou D’Ávilla.

Em decorrência desse cenário, o analista sinaliza que o mercado tem fôlego para buscar novas altas, as cotações da oleaginosa podem alcançar até US$ 18,50 por bushel. E o início do plantio na América do Sul será determinante para direcionar os preços.

“Temos que observar o começo do plantio no Brasil, o Paraná começa a plantar na próxima semana, se chover, mas o clima não está muito apropriado, está meio complicado. Precisamos de uma safra boa para ver os preços cedendo um pouco mais”, afirmou o analista.

Além disso, amanhã (13) será divulgado o resultado da reunião do Banco Central norte-americano, e a perspectiva é que seja anunciado um pacote de estímulo à economia dos EUA. A expectativa é que haja a extensão dos juros próximos a zero até 2015, o que pode enfraquecer o dólar.

“Devido a essa situação, podemos ter mais capital especulativo interessado em commodities, e se isso acontecer podemos ter as cotações subindo novamente com mais dinheiro entrando no mercado”, falou D’Ávilla.

Ainda de acordo com o analista, a crise na Zona do Euro não deve prejudicar esse cenário, uma vez que, a Suprema Corte Alemã apoiou hoje (12) o fundo de resgate para países com dificuldades na Zona do Euro. O que contribuiu para que as bolsas no mundo trabalhassem em alta. 

“O cenário é bom, a princípio as condições climáticas no Brasil não são muito boas, o início do plantio pode atrasar um pouco e somados a essas notícias de macroeconomia, e o relatório do USDA a tendência é que os preços fiquem mais fortes e sustentados a esses patamares ou possam subir um pouco mais”, finalizou.
Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário