DA REDAÇÃO: Produtores de feijão irão migrar para o plantio de soja e milho

Feijão: Produtores devem migrar para plantio de soja e milho. Motivo é o alto preço desses grãos no mercado. No primeiro trimestre de 2013 produção deve ser menor do que em 2012. Preços do feijão permanecem compensadores, e grão nota 9 é comercializado a R$ 175,00.
Publicado em 19/09/2012 13:56 | Atualizado em 19/09/2012 14:43
Muitos produtores de feijão irão migrar para o plantio de soja e milho, em função dos altos preços das culturas no mercado. O analista da Correpar, Marcelo Lüders, afirma que haverá uma migração grande no sudoeste e no centro do Paraná.

“Provavelmente a região de Castro (PR) manterá a área no estado que é considerado o mais importante na primeira safra em termos de produção”, explicou Lüders.

Em decorrência desse cenário, a estimativa é que no primeiro trimestre de 2013 a produção seja menor do que em 2012. Já os preços do feijão permanecem compensadores, o grão nota 9 está sendo comercializado a R$ 175,00, o grão nota 8.5 a R$ 165,00 e o nota 8 a R$ 155,00.

“O mercado já subiu e já esteve mais alto perto de R$ 200,00. E a expectativa dos compradores, e empacotadores é que o mercado volte a reagir a qualquer momento”, afirmou o analista.

Ainda de acordo com Lüders, as cotações estão bastante interessantes, e estão buscando estocar os grãos, pois a perspectiva que nos próximos 15 a 20 dias a oferta deve diminuir novamente.

“Diversos produtores também pensam assim, e se retiraram do mercado, então sobe Minas, sobe Goiás, fala-se em 15,00 a 160,00 ao produtor. E a ideia dos empacotadores é pagar a R$ 140,00 até 150,00, então está bem difícil está guerra de braço”, argumentou Lüders.

O analista também sinaliza que, pode haver novas altas no mercado, mas é preciso ver se o consumidor vai conseguir assimilar os preços. “Não é só o feijão que está subindo, vai pesar a inflação no segundo semestre no bolso do consumidor”, disse.

E o mercado brasileiro necessita de cerca de 3,3 milhões de sacas de feijão carioca todo mês, então não há nenhuma indicação de baixa nas cotações. A tendência é que o mercado volte a firmar, a dificuldade é afirmar quando isso irá acontecer.

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