DA REDAÇÃO: Dezembro deve registrar novas altas para a soja

Publicado em 21/09/2012 13:42 e atualizado em 21/09/2012 15:16 707 exibições
Grãos: Mercado é volátil e colheita nos EUA pressiona cotações. Dezembro deve ser o próximo mês de altas para a soja. China ainda tem estoques do produto para ao menos 6 meses. Caso não haja nenhum imprevisto, preços trarão renda aos produtores nas próximas 3 safras.
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em campo misto, nesta sexta-feira (21). Para o operador de mercado, Liones Severo, essa volatilidade já era esperada, porém é um mercado forte.

Além disso, o avanço na colheita norte-americana contribui para essa pressão baixista nas cotações. Da mesma forma, o vencimento do trimestre de setembro é importante, uma vez que os fundos de investimentos desmobilizam algumas posições compradas.

“Mas, ainda carregam fortes posições, cerca de 27 milhões de toneladas em posições e deve reduzir agora na virada do mês”, afirmou Severo.

O operador também sinaliza que no mês de dezembro o mercado pode registrar novas altas. Com isso, os produtores poderiam ter tempo para iniciar o plantio e ver qual a situação das lavouras na América do Sul.

No entanto, será muito difícil que os preços alcançados sejam repetidos. “O mercado antecipa ou retarda as situações. Aparentemente, os americanos anteciparam a crise maior do que realmente era e agora estão dizendo que o rendimento da soja é melhor do que o esperado e também há um acréscimo de área significativo o que conspira conta qualquer rally no mercado”, explica.

Ainda na visão do operador, o mercado de soja é muito forte, e é o principal ativo agrícola negociado na Bolsa de Chicago. E também é o primeiro negociado no mercado financeiro das agrícolas, que é um mercado de extrema liquidez e por isso proporciona a possibilidade de ganhos a cada três meses.

Já pelo lado da demanda, Severo argumenta que a China tem estoques suficientes para no mínimo seis meses e as notícias reportadas, são dos estoques nos Portos chineses. O país produz em torno de 55 milhões de toneladas de oleaginosa e importam mais de 70 milhões de toneladas.

“Dentro desse cenário sempre dá para contornar algum problema maior até porque as safras no mundo são a cada três meses, e isso repõe de certa forma a carência que possa existir”, disse o operador.

Em decorrência desse quadro, os produtores podem ficar tranquilos, pois caso não haja nenhum imprevisto, os preços trarão renda aos produtores nas próximas três safras. “Quando existem quebras, o mercado leva 3 anos para recuperar os estoques ou até mesmo a adequação entre consumo e oferta e nesse período os preços se mantêm bem remuneradores”, finalizou Severo.

Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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