DA REDAÇÃO: Fator climático no sul do país tem eventos previsíveis

Publicado em 02/10/2012 13:54 e atualizado em 02/10/2012 16:13 467 exibições
Clima: Fator climático no sul tem eventos previsíveis. Em setembro, última geada deve ser em torno do dia 20. É preciso trabalhar com lógica de manejo e escalonamento de culturas para garantir estabilidade de renda ao produtor.
O Rio Grande do Sul sofre com as adversidades climáticas. Na safra de verão foram registradas perdas de cerca de 40% na produção, em função da estiagem. Já na semana passada fortes chuvas e geadas prejudicaram as lavouras de trigo e milho no estado. 

De acordo com o gestor técnico da Cooplantio, Dirceu Gassen, na agricultura no sul do país, três fatores fundamentais estabelecem a rentabilidade, o primeiro é o preço, o segundo é o clima e por último é investimento em conhecimento. 

“No sul temos o fator climático, que não tem controle do ponto de vista de evitar geadas e chuvas fortes, mas tem eventos previsíveis. Está claro que em setembro, temos a geada, na terceira semana isso é normal, que em outubro será o mês que mais chove e no verão teremos períodos de estiagem, seca”, explicou Gassen. 

Em decorrência dessa situação, o gestor afirma que é preciso trabalhar em cima da lógica de manejo, de escalonamento, distribuição de culturas, rotação de culturas para garantir uma estabilidade de renda média. 

E os prejuízos registrados nas lavouras de milho esse ano, ocorreram em função do período de agosto e setembro que foram mais secos e que permitiram o adiantamento da semeadura do cereal. “Com isso, tivemos uma maior área de milho plantada cedo no estado e tivemos os prejuízos”, afirmou o gestor. 

Do mesmo modo aconteceu com as lavouras de trigo, que devido à temperatura elevada o plantio foi adiantado. Ainda no milho existe outro problema, os produtores estão indecisos se replantam o cereal ou plantam a soja. 

No entanto, os agricultores que já utilizaram o herbicida nas lavouras de milho, só poderão cultivar a soja, após dois meses e chuvas de mais de 300 milímetros, caso contrário o defensivo pode afetar a oleaginosa. 

Ainda de acordo com o gestor, em algumas regiões os danos foram totais. A Emater acredita que as perdas possam chegar a 25% no estado. Devido a essa situação, a grande preocupação é com as espigas de trigo, que aparentemente estão verdes, mas podem ter grãos danificados e essa variação irá acontecer dentro da espiga. 

“É necessário esperar, e a princípio não há nenhuma prática para adotar na lavoura apara reverter esse dano, é necessário esperar mais uns dias e ver como ficará a situação”, falou Gassen.

O gestor também sinaliza que é necessário inserir alguns aspectos de estabilidade na renda, e o problema não é somente o agricultor que deixa de gerar lucros, mas toda a cadeia produtiva. É necessária a utilização do seguro, que é um insumo necessário e que precisa ser calculado no custo de produção, conforme disse. 

“Temos algumas coisas para evolui na área técnica, de manejo, no planejamento e na lógica de seguro para garantir estabilidade de renda não só para o agricultor, mas também para toda a economia e a cadeia envolvida com o produtor”, argumentou Gassen. 
Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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