DA REDAÇÃO: Produção do milho deve ser menor nos EUA

Grãos: Queda nas cotações da soja é puxada por expectativa de maior produtividade da oleaginosa nos EUA. Produção do milho teve perdas severas e safra deve ser menor. Fundamentos não mudaram e momento é de especulação à espera da safra sul americana de grãos.
Publicado em 03/10/2012 13:59 | Atualizado em 03/10/2012 15:44
Os futuros da soja negociados em Chicago operam em alta nesta quarta-feira (3). Entretanto, nos últimos dias a oleaginosa registrou quedas expressivas na CBOT. Segundo o analista de mercado, Paulo Molinari, as baixas acontecem em função da expectativa de melhora na produtividade do grão nos EUA. 

No milho a situação é diferente, há o consenso de uma produção pequena, e os estoques divulgados na última sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), deixam o ano comercial 2012/2013 mais complicado, uma vez que apontou os estoques da safra está mais baixo, conforme explicou Molinari.

O analista também sinaliza que na soja, o mercado já olha a super safra na América do Sul que se desenha, apesar das chuvas atrasadas no Centro- Oeste brasileiro. E em decorrência desse cenário, a tendência é que as cotações permaneçam firmes até a entrada da safra sulamericana.

“Depois os preços podem recuar um pouco. Essa é a trajetória sempre lembrando que o mercado sempre antecipa aos fatos e se o clima andar de bom tamanho, a expectativa é que os preços da soja sejam pressionados de acordo com o desenvolvimento do clima”, disse o Molinari. 

Ainda de acordo com o analista, a expectativa é que no primeiro semestre a safra deve ser relativamente menor, devido à queda de área. E a safrinha 2013 pode gerar um movimento especulativo em termos de clima, preços que possam trazer oportunidade de negociação. 

Já em relação aos preços futuros do cereal, o analista afirma que as cotações na BM&F são irreais em comparação com os preços no mercado real. “A BM&F precifica patamares irreais em relação ao mercado, que pratica preços entre R$ 31,50 e R$ 32,00”, falou. 

As exportações também seguem em níveis elevados, o mês de setembro registrou o maior volume de embarques da história do Brasil. E possivelmente outubro pode superar o mês de setembro. 

“E não corremos o risco de desabastecimento no país, mas é importante que o mercado interno vá competindo com a exportação, pois os embarques são expressivos e o risco de termos na pós-colheita americano uma forte alta em Chicago, pode trazer uma segunda onda de exportação que enxugue o mercado interno”, finalizou Molinari. 
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