DA REDAÇÃO: Aumento da oferta e recuo na demanda pressiona o mercado do boi gordo

Publicado em 08/10/2012 11:52 e atualizado em 08/10/2012 15:23 398 exibições
Boi Gordo: tendência é que haja uma sustentação das cotações essa semana em função do feriado. Aumento na oferta de animais de confinamento pode ocasionar uma pressão baixista no mercado. Hoje (8) em São Paulo, a arroba está sendo comercializada a R$ 95,50 à vista e R$ 97,50 a prazo.
Devido ao aumento da oferta de animais de confinamento e demanda no atacado recuando um pouco a pressão baixista permanece no mercado do boi gordo. Segundo o consultor da Scot Consultoria, Douglas Coelho, o consumo melhorou, mas ainda está abaixo do esperado para a virada do mês.

A expectativa do mercado é que os preços registrem uma melhora ainda essa semana em função do feriado da próxima sexta-feira (12). E o que consequentemente traria sustentação para as cotações no mercado a curto prazo.  

Nesta segunda-feira (8), em São Paulo, os preços estão em R$ 95,50 à vista e R$ 97,50 a prazo. Além disso, o volume de frigoríficos que estão fora dos negócios hoje é alto, uma vez que muitos esperam por uma melhor definição do mercado para realizar ofertas de balcão. 

“O volume de negócios no início e no final da semana é sempre menor. Ainda mais quando olhamos as escalas de abate dos frigoríficos que giram em torno de 4 a 5 dias úteis. Grande parte tentam comprar animais para o dia 15 e dia 16 na terça-feira”, explicou Coelho. 

Já na próxima semana, esse cenário pode registrar uma mudança, uma vez que a pressão pela saída de animais de confinamento e a demanda por causar um recuo nas cotações. Por enquanto, a oferta é gradual, mas já afeta o mercado, principalmente no Centro-Oeste.

O consultor também sinaliza que no Norte do Brasil a situação é diferente, haja vista que as escalas estão mias curtas e o volume de animais confinados é menor, e isso afeta o mercado que segue sustentado. 

Já no Sul do país a pressão baixista é maior, devido à saída de animais de pastagem cultivada que faz com que os frigoríficos puxem os preços para baixo, conforme explicou Coelho. No geral, essa pressão deve ser observada no mercado do boi gordo até o início de novembro ou no máximo até o final do mês. 

“Após esse período e com a oferta minguando e o consumo melhorando em função do final do ano, podemos esperar preços mais firmes no mercado do boi gordo”, disse o consultor. 
Por:
Aleksander Horta/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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