DA REDAÇÃO: Novembro pode registrar aumento no volume de animais ofertados
Boi Gordo: negócios seguem em ritmo lento nesse início de semana. A expectativa é que em novembro haja um aumento no volume de animais de confinamento no mercado. Orientação é que os produtores que tenham animais de cocho façam vendas compassada. Por enquanto, preços não devem subir.
Publicado em 15/10/2012 13:59
| Atualizado em 15/10/2012 18:10
As negociações no mercado do boi gordo iniciam a semana em ritmo lento. Segundo a consultora de mercado, Lygia Pimentel, a praça balizadora que influencia o restante do país, e as escalas dos frigoríficos estão confortáveis.
Apesar de o mercado estar no período de entressafra, se comparado as escalas médias da semana passada, em relação com o mesmo período do ano passado, o mercado tem mais animais esse ano, conforme explica a analista.
“O que chama a atenção e segura os preços em uma época e isso não costuma acontecer. Temos sentido uma facilidade maior das praças de São Paulo, uma facilidade dos frigoríficos em completar as escalas com animais de fora”, afirmou a Lygia.
Além disso, em São Paulo as praças de confinamento estão bem desenvolvidas, diferentemente de alguns estados do Norte do país, como Pará e Tocantins que há dificuldades em encontrar animais. Em decorrência desse cenário, a expectativa é que os preços não subam, por enquanto.
“E tem a questão do otimismo que atingiu o mercado no começo de agosto e entrou juntou com a alta do boi recente, o que lavou mais pecuaristas a colocarem os animais no confinamento. Em novembro esperamos um aumento de animais no mercado, o que é preocupante para os produtores”, ratificou Lygia.
Ainda de acordo com a consultora, quando há um otimismo muito grande no mercado, o que aumenta o confinamento, temos muitos animais à disposição em um período concentrado, o que atrapalha o mercado. Por outro lado, as exportações permanecem em alta.
“Até mesmo a União Europeia manteve um volume interessante de compras, e a China tem se mostrado um mercado ascendente. E temos que lembrar que o dólar também tem ajudado, e o consumo interno tem ido bem, mas com dificuldades para expandir”, disse Lygia.
O fator tem que segurado os preços, é o aumento na oferta do boi. E na visão da consultora, o dólar a US$ 2,03 favorece as compras, os compradores gastam menos para manter o mesmo volume de compras.
Devido a essa situação, a orientação é que os produtores que tiverem boi de cocho façam vendas compassada. “Estamos receosos em novembro, temos medo do acúmulo de animais nessa época”, acredita Lygia.
Já para os produtores que tem confinamento o receio é que os custos de produção ultrapassem os preços pagos aos produtores e manter os animais dentro das propriedades pode ocasionar um custo maior.
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