DA REDAÇÃO: Preços do milho garantem rentabilidade aos produtores

Milho: Boa renda para quem produz milho nesta safra de verão. As exportações estão aceleradas e batendo recordes. Para quem produz milho com alta tecnologia, a boa rentabilidade já vem se repetindo há três anos.
Publicado em 24/10/2012 12:51 | Atualizado em 24/10/2012 14:12
As elevadas cotações do milho têm garantido rentabilidade aos produtores do cereal e as exportações seguem aceleradas. Segundo o analista de mercado, Anderson Galvão, esse é um cenário que já se repete há pelo menos três anos. 

“Os agricultores de auto-eficiência seja produtor de soja ou milho tem conseguido garantir boa rentabilidade, bom retorno. Não só financeiro, mas á uma prática agronômica mais saudável”, ratificou Galvão. 

O analista sinaliza que na região do Triângulo Mineiro, vários produtores já ultrapassaram o número de 200 sacos de milho por hectare, igualando-se ao padrão norte-americano. E a produção do cereal passou por uma revolução nos últimos cinco anos. 

Desde a forma de administrar o plantio, melhor fertilidade, prática estrutural e a introdução de milho transgênico, que modificou a forma de produzir no país nos últimos anos, conforme explica o analista. 

“Tem regiões no Brasil hoje que a rentabilidade na produção de milho, principalmente onde o produtor tem uma estrutura de armazenagem melhor definida, a lucratividade para a alta tecnologia do milho é muito melhor do que a soja”, diz Galvão. 

Apesar do quadro positivo, a preocupação dos agricultores é em relação ao atraso do plantio da soja no Centro-Oeste em função do clima seco, uma vez que diminui a janela do plantio do milho de inverno. Além disso, a semeadura tardia do cereal traz mais riscos para safra que normalmente já sofre com os problemas climáticos. 

Em decorrência dessa situação, o analista afirma que o mercado está firme e tranquilamente acima de R$ 30,00 a saca. Com isso, a orientação é que os produtores participem do mercado e usufruam da liquidez que o milho tem obtido no mercado. 

 “E não dá para separar milho de soja, um produtor do Centro-Oeste faz capital de giro para o plantio de soja vendendo o milho produzido no inverno, então os agricultores têm que equilibrar e jogar com a liquidez no mercado”, finalizou. 
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