DA REDAÇÃO: Mercado aguarda números do relatório do USDA

Grãos: soja opera em baixa nesta quarta-feira (7) em Chicago. Mercado está em compasso de espera pelo relatório de oferta e demanda do USDA, que será divulgado na sexta-feira, e pode aumentar a estimativa de produção norte-americana em torno de 1 milhão de toneladas para a soja e 2 milhões para o milho.
Publicado em 07/11/2012 13:08 | Atualizado em 07/11/2012 15:47
Os futuros da soja operam em queda nesta quarta-feira (7) na CBOT. Segundo o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, o movimento de hoje é um ajuste de posições e o mercado trabalha em compasso de espera aguardando os números do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado na próxima sexta-feira (9).

O analista sinaliza que o relatório pode apresentar surpresas, mas de forma geral o mercado espera um aumento na estimativa da produção norte-americana em torno de 1 milhão de toneladas para a soja e 2 milhões de t. para o milho. “Não seriam números tão baixistas até porque a estimativa de estoques finais continua bastante apertada nos EUA”, afirma Cachia.

E desde meados de setembro o mercado espera para escolher uma direção e agora o com o relatório de sexta-feira o mercado começa a dar sinais de um novo direcionamento, conforme explica o analista.

Além disso, o mercado está observando o desenvolvimento do plantio na América do Sul. “A safra sul-americana segue com condições favoráveis, em algumas regiões há problemas com o plantio, mas no Centro-Oeste com a mudança de clima, mais chuvoso favorecendo o final do plantio e início da fase de desenvolvimento das lavouras, então no mínimo esse fator deveria limitar o potencial altista maior”, disse Cachia.

Em decorrência desse cenário, o analista orienta que os produtores esperem um pouco mais para comercializar. E há algumas semanas o mercado não sai dos atuais patamares, por isso o analista salienta que vale a pena esperar para ver o que vai se desenhar no mercado. Haja vista que o mercado ainda pode apresentar problemas no sentido de que o EUA mesmo com números de safra maior, vai enfrentar problemas de racionamento de produto uma vez que o problema de safra é real.

“E com isso vai chegar o momento que termina a safra norte-americana e entra o período de entressafra e com isso a demanda ficar maior com os produtos da América do Sul o que pode sustentar os preços”, finalizou Cachia. 
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